Secretário da Otan diz que aliança se reconciliou após ‘desavenças’ com Trump
Presidente americano criticou aliados, mas terminou cúpula dizendo que havia ‘muito amor’ e unidade entre os líderes
Internacional|Da Reuters
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
As desavenças entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes da Otan demonstraram a força democrática da aliança e devem servir de lição para o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, nesta quarta-feira (8), após uma cúpula em Ancara.
Em entrevista à Reuters, Rutte também disse que não via necessidade de mudar a maneira como lida com Trump, apesar das acusações de que elogia excessivamente o presidente dos EUA e não rebate suas críticas aos aliados.
“Eles sabiam no que estavam se metendo quando me contrataram, e eu sou quem sou”, disse ele. “Se as pessoas estiverem fazendo coisas boas, eu direi isso. Se eu não concordar, também direi isso, mas provavelmente não abertamente, e tentarei manter a unidade da aliança.”
Veja Também
Trump abalou a cúpula ao ameaçar publicamente cortar laços comerciais com a Espanha, reacendendo divergências sobre a guerra com o Irã e renovando reivindicações sobre a Groenlândia, antes de, mais tarde, reafirmar seu compromisso com a aliança e dizer que havia “muito amor” e unidade entre seus 32 líderes.
Questionado sobre qual mensagem as desavenças internas enviaram ao líder da Rússia e se isso prejudicou a mensagem de dissuasão da Otan, Rutte disse: “Eu diria a Putin: você mesmo deveria ter mais discussões, abertamente.”
A Otan identifica a Rússia como a maior ameaça à segurança de seus membros, que aumentaram os gastos com defesa em centenas de bilhões de dólares desde a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022.
“O que ele (Putin) viu agora é que, às vezes, os aliados discordam um pouco, têm uma pequena discussão e, em seguida, se unem e se reconciliam”, disse Rutte.
Rutte afirmou que a capacidade de discutir abertamente e, em seguida, convergir em torno de um objetivo comum é “o que distingue as democracias” de países como a Rússia, a China e o Irã.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp











