Secretário de Estado norte-americano chega ao Brasil nesta terça-feira em meio à polêmica sobre espionagem
Apesar dos escândalos sobre o sistema de vigilância dos EUA, o principal tema da visita será a agenda bilateral entre os países
Internacional|Do R7, com agências internacionais
O secretário de Estado americano, John Kerry, realiza nesta terça-feira (13) sua primeira visita ao Brasil. Em Brasília, John Kerry será recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, com quem tratará os principais temas da agenda bilateral, em especial os fluxos de comércio e investimentos recíprocos.
Durante encontro poderão ser abordados assuntos referentes ao programa de espionagem norte-americano, divulgado pelo ex-consultor de informática, Edward Snowden, que trabalhava em uma empresa que presta serviços à Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês).
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Kerry chegou à América Latina no domingo (11). Em Bogotá foi recebido na segunda-feira(12) pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e pelos ministros das Relações Exteriores, María Ángela Holguín, e da Defesa, Juan Carlos Pinzón.
Apesar do encontro com Patriota ser inicialmente para organizar a visita de Estado que Dilma fará aos Estados Unidos em 23 de outubro, a reunião coincide com o escândalo causado pelas denúncias de espionagem eletrônica e telefônica dos Estados Unidos a vários países, inclusive o Brasil.
"Obviamente é um tema (a espionagem) que não pode deixar de estar na agenda bilateral entre Brasil e Estados Unidos neste momento", afirmou Patriota na semana passada ao ser questionado pela Agência Efe sobre as denúncias.
O chanceler, que recentemente qualificou como "insatisfatórias" as explicações dadas pelos Estados Unidos sobre as denúncias de espionagem, declarou que o Brasil espera ter esclarecimentos antes da visita oficial de Dilma a Washington, onde será recebida pelo presidente Barack Obama.
Em uma primeira resposta à repercussão das denúncias feitas pelo ex-analista da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA, Edward Snowden, sobre espionagem global, o governo americano pediu que uma delegação brasileira visite os EUA e conheça detalhes técnicos e políticos dos programas de vigilância desse país.
De acordo com a denúncia, os Estados Unidos monitoravam comunicações eletrônicas e ligações telefônicas de cidadãos, empresas e instituições públicas brasileiras e de outros países da América Latina.
Na semana passada, os ministros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela) levaram o tema ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e abordaram a questão em um debate no Conselho de Segurança.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China, e são o maior investidor externo no país.
O chanceler brasileiro confirmou a viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos no final de outubro.
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