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Sem notícias da família, filipina dirige por quase 1.000 km e resgata parentes de vila devastada

Ao todo 27 pessoas, entre elas várias crianças e idosas, foram salvas na operação

Internacional|Do R7

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Regina (centro) aparece rodeada de seus parentes; à dir. a família dentro da van no dia do resgate
Regina (centro) aparece rodeada de seus parentes; à dir. a família dentro da van no dia do resgate

Em meio à trágica situação das Filipinas, após a passagem devastadora do tufão Haiyanno dia 8 de novembro, um resgate cinematográfico ajudou a trazer um pouco de esperança para o país.

Regina Balosca Sculley passou quatro dias angustiada por não ter notícias da família, que morava em uma pequena vila de pescadores há 50 km de Tacloban, uma das regiões mais afetadas pelo tufão.


Determinada a salvar seus parentes, Regina decidiu partir em uma missão própria de resgate.

— Eu não podia depender do governo.


Na tarde de terça-feira (12), ela e outros sete amigos, que também tinham família na região, alugaram uma van e dirigiram cerca de 965 km por estradas onde, segundo a imprensa local, havia diversos relatos de fuga de presos e de ataques de milícias em busca de comboios de ajuda.

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Pelo caminho, Regina conta que a situação das cidades era ainda pior do que a mídia divulgava. Ela descreveu a viagem através das ruínas de Tacloban, por estradas rodeadas de corpos e crianças implorando por comida.


Quando chegou a sua cidade natal no início sexta-feira (15), ela encontrou a vila arrasada, mas os membros de sua família continuavam vivos.

De acordo com informações da rede de TV NBC News, os parentes de Regina sobreviveram se alimentando de cocos, mas estavam severamente desidratados. As crianças sofriam de febre alta e vômitos.

Ainda na sexta-feira, a mãe, três tias idosas, três sobrinhas e um sobrinho de Regina deixaram o local, junto com outros amigos e funcionários de um restaurante da família de Regina.

Outros 15 membros da família receberam passagens de ônibus para que pudessem chegar a Angeles City.

"É inacreditável, é como um filme", ​​declarou Michael Sculley, marido de Regina, no domingo (17).

— Foi euforia absoluta, a ponto de me levar às lágrimas.

A mulher de 34 anos disse que gostaria de ter ajudado mais pessoas de sua cidade natal, na província de Leyte MacArthur, mas precisou priorizar o resgate da própria família.

— Eu estou tão feliz e aliviada, por saber que a minha família está finalmente a salva.

A família alugou um apartamento para abrigar todos os resgatados na operação, mas enfrenta um novo problema: cuidar e alimentar 27 pessoas em meio ao caos que toma conta das Filipinas.

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