Senado dos EUA apresenta princípios para avançar reforma migratória integral
Internacional|Do R7
Jairo Mejía. Washington, 28 jan (EFE).- Um grupo de senadores democratas e republicanos apresentou nesta segunda-feira um conjunto de princípios comuns para avançar uma reforma migratória integral nos Estados Unidos que inclua uma via à cidadania para parte dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais. Os senadores, entre eles Marco Rubio no lado republicano e Robert Menéndez no lado democrata, indicaram que este acordo bipartidário é uma oportunidade para conseguir uma reforma migratória alardeada desde antes da chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca em 2009. A proposta dos oito legisladores (quatro democratas e quatro republicanos), que assinam e dão peso a este acordo, poderia traduzir-se em um primeiro projeto de lei no próximo mês de março e, segundo o senador democrata Charles Schumer, ser aprovado "no meio do ano" pelo Senado. Se o consenso for alcançado no Senado, a Câmara dos Representantes poderia dar sinal verde a uma reforma integral de um sistema que líderes de ambos partidos consideram quebrado, defasado e que não contribui à melhora econômica do país. Um dos signatários, o senador republicano e candidato presidencial em 2008, John McCain, espera que o texto da lei conte com um majoritário apoio bipartidário no Senado, já que, em sua opinião, "2013 representa para nós a maior oportunidade em muitos anos para conseguir uma reforma do sistema migratório". Tanto democratas como republicanos concordaram que a reforma inclua uma "via para a cidadania dura, mas justa" para milhões de imigrantes que vivem na ilegalidade, com especial preferência para aqueles que chegaram ao país ainda crianças e os trabalhadores do setor primário, que realizaram trabalhos mal remunerados durante anos. "Imediatamente depois que a lei for aprovada, as pessoas que vivem agora na sombra terão o direito legal a ficar e trabalhar aqui. Não serão deportados, desde que não tenham antecedentes criminais. Não serão perseguidos nunca mais", indicou Schumer em entrevista coletiva. O processo de regularização seria feito de maneira progressiva e obriga àqueles que permitiram que seus vistos caducassem ou que ingressaram no país de maneira ilegal a submeter-se a revisões de antecedentes e pagar multas para obter a residência permanente. Por sua parte, os conhecidos como "dreamers", que chegaram ao país quando eram menores e não por vontade própria, terão preferência para optar à cidadania, enquanto os trabalhadores imigrantes ilegais do setor agrícola poderão também se transformar em cidadãos mediante um plano específico desenhado para eles. Os republicanos Rubio e McCain quiseram destacar a necessidade que se melhore o controle fronteiriço para reduzir a chegada de pessoas sem documentos, assim como os sistemas de verificação de vistos e permissões de trabalho, requisitos prévios para poder iniciar as regularizações. Além disso, as permissões de entrada legal para trabalhar nos EUA estarão ligadas à situação trabalhista no país e levarão em conta a chegada de pessoas com talento ou em setores nos quais se requer mão de obra estrangeira. As facções mais conservadoras do Partido Republicano se opõem a uma lei que inclua a possibilidade da cidadania, já que, segundo sua opinião, se trataria de uma nova "anistia" como as regularizações de 1986 que serviria de "efeito chamariz". Obama esperará o dia de amanhã para delinear a reforma que a Casa Branca considera apropriada, em discurso em Las Vegas, onde espera-se que ponha acento nas regularizações mais que no controle fronteiriço, um ponto com o qual os republicanos esperam obter o apoio dos mais receosos. EFE jmr/rsd (vídeo)











