Senado dos EUA propõe autorização de intervenção militar na Síria por 60 dias
Internacional|Do R7
Washington, 3 set (EFE).- O Comitê de Relações Exteriores do Senado americano fechou nesta terça-feira uma minuta de resolução para respaldar o uso da força na Síria que autoriza uma ação militar durante 60 dias e sem que isto envolva tropas no terreno. O comitê chegou nesta noite a um texto provisório que deixa a porta aberta para que o Congresso acrescente 30 dias às operações militares em território sírio, informaram fontes do Senado ao jornal "The Washington Post". A resolução, que poderia ser adotada no Comitê de Relações Exteriores amanhã mesmo, para passar posteriormente a consideração do plenário, proíbe explicitamente a presença de tropas na terra, com exceção de pequenas missões de resgate perante uma emergência. Além disso, o Legislativo exigiria ao presidente Barack Obama um plano em um prazo de 30 dias após a aprovação definitiva da resolução com uma "solução diplomática para pôr fim à violência na Síria", em linha com o compromisso da Casa Branca de não implicar-se na guerra civil síria por muito tempo e seguir buscando uma saída política ao conflito. Hoje, o mesmo comitê manteve uma audiência de quase quatro horas com o secretário de Estado, John Kerry, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Martin Dempsey, para debater a necessidade de uma resposta ao regime de Bashar al Assad por ter supostamente causado a morte de mais de 1.400 pessoas com armamento químico no último dia 21 de agosto, algo que Washington considera provado. O comitê, presidido pelo senador democrata, Robert Menéndez, poderia votar a resolução amanhã, quarta-feira, enquanto a votação em plenário poderá começar já na próxima semana. Posteriormente, deverá passar à Câmara dos Representantes, que como o Senado, parece inclinada a acelerar os trâmites que permitam atuar militarmente o mais rápido possível. EFE jmr/rsd








