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Setenta palestinos são feridos na Marcha do Retorno desta sexta

Segundo testemunhas, forças israelenses dispararam gás lacrimogêneo, balas de borracha e tiros contra manifestantes, que pedem retorno de refugiados

Internacional|Da EFE

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Pelo menos 70 palestinos ficaram feridos por disparos de soldados israelenses na Grande Marcha do Retorno, que acontece toda sexta-feira há um ano na fronteira entre Israel e Faixa de Gaza, informaram fontes do Ministério de Saúde do território palestino.

"Continuam chegando feridos aos hospitais como resultado dos tiros de munição real disparados por forças de ocupação israelenses contra civis no leste de Gaza", informou o órgão em comunicado, no qual certificou que, por enquanto, 70 pessoas feridas por tiros foram atendidas.


Segundo testemunhas, as forças israelenses dispararam gás lacrimogêneo, balas de borracha e tiros contra os manifestantes, que novamente pediam o fim do bloqueio e o direito de retorno dos refugiados.

A Alta Comissão da Grande Marcha do Retorno pediu hoje aos palestinos que participassem do protesto semanal e o chefe político do movimento islamita Hamas, que governa de fato em Gaza, Ismail Haniye, declarou durante o sermão de meio-dia de sexta-feira na grande mesquita de Gaza que o povo não deixará de ir à Grande Marcha do Retorno até que termine o bloqueio imposto por Israel sobre o território.


Avanços positivos

Haniye afirmou que há "avanços positivos" nos esforços realizados com a mediação egípcia para se chegar a um acordo entre Hamas e Israel, acrescentando: "Nossa causa não é humanitária, é uma questão de libertação nacional".


Também fez referência à divisão palestina, com Fatah, liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, governando na Cisjordânia, e o Hamas controlando de fato Gaza, e insistiu que "a reconciliação nacional é um dever legítimo", assim como a formação de um governo que inclua todas as facções palestinas.

As Grandes Marchas do Retorno começaram em 30 de março de 2018 e, desde então, 271 palestinos morreram nas manifestações e em outros incidentes violentos, entre eles 57 menores, e cerca de 30 mil ficaram feridos, segundo fontes de Saúde de Gaza.

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