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Sindicatos protestam contra presidente no dia da Independência do Peru

Internacional|Do R7

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Lima, 28 jul (EFE).- Trabalhadores de diversos sindicatos trabalhistas protestaram neste domingo contra o presidente do Peru, Ollanta Humala, por uma lei que pretende organizar a carreira do funcionalismo público, enquanto o líder enviava seu relatório anual ao Congresso. No dia da Independência do Peru, Humala compareceu em uma sessão solene do Congresso para apresentar um relatório de seu segundo ano de gestão e fazer alguns anúncios sobre as medidas que serão aplicadas nos próximos meses. Pelo segundo dia consecutivo, a Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), que reúne os principais sindicatos trabalhistas, saiu às ruas para protestar contra a lei do serviço civil, aprovada recentemente para ordenar os regimes trabalhistas no aparelho estatal. O secretário-geral da CGTP, Mario Huamán, disse à imprensa que a referida lei "vai afetar (os trabalhadores) com demissões pela diminuição de postos de trabalho e, além disso, não haverá negociação salarial coletiva". Em uma concentração realizada na praça San Martín, Huamán acrescentou que "se o presidente não cumprir" com suas demandas, haverá "uma greve nacional", mas não precisou quando. Durante o seu discurso no Congresso, Humala esclareceu que a lei não pretende "resolver os problemas, como foi feito no passado, com cortes e demissões". "É exatamente o contrário, se trata de fortalecer o serviço público, dignificando o trabalho, elevando sua categoria, premiando a meritocracia, a linha de carreira, a capacitação, a eficiência e a prestação de contas", afirmou o chefe de Estado. Outras agremiações trabalhistas, que exigem aumento dos salários e o cumprimento de outros benefícios, também se uniram à manifestação na praça San Martín e foram impedidos pela Polícia Nacional de marcharem rumo ao Congresso, onde estavam Humala e as principais autoridades do país. No último sábado, outra mobilização de sindicatos e organizações juvenis aconteceu perto do Congresso, mas acabou em enfrentamentos com a polícia que usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. EFE mmr/rpr (foto)

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