Sobe para 30 número de mortos por distúrbios desta sexta no Egito
Mais de 1.000 pessoas ficaram feridas; manifestantes lutaram com pedras, bombas e facas
Internacional|, com R7

Pelo menos 30 pessoas morreram nesta sexta-feira (5) e 1.138 ficaram feridas pelos distúrbios ocorridos no Egito, informaram neste sábado (6) fontes do Ministério da Saúde egípcio citadas pelo canal de televisão estatal.
Partidários e opositores do presidente deposto Mohammed Mursi entraram em confronto em várias localidades do país, após um dia de intensas manifestações, apelidado de "Sexta-feira da Rejeição".
O confronto mais violento aconteceu em Alexandria, onde 14 morreram e 200 ficaram feridos. No Cairo, manifestantes contrários e favoráveis a Mursi lutaram com pedras, bombas e facas.
Pelo menos quatro das mortes foram registradas em frente à sede da Guarda Republicana, onde os islamitas acreditam que Mursi está retido.
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A cidade do Cairo amanheceu coberta por estilhaços e pedras.
A calma voltou neste sábado aos arredores da praça Tahrir, onde ontem houve distúrbios que levaram as Forças Armadas a se mobilizarem inclusive com tanques.
No entanto, em comunicado divulgado nas últimas horas, a Irmandade Muçulmana convocou a população a continuar protestando no Egito para reivindicar a restituição de Mursi.
Os islamitas permanecem na praça de Rabea al Adauiya, no leste do Cairo, para pedir a volta à ordem constitucional e o cancelamento de todas as decisões tomadas após o golpe de Estado ocorrido na quarta-feira (3).
Além disso, exigem a restauração da Constituição, suspensa temporariamente pelas Forças Armadas, e o início de um diálogo para reformá-la por consenso.
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