Socialistas lusos exigem eleições para negociar segundo resgate ao país
Internacional|Do R7
Lisboa, 9 jul (EFE).- O líder do Partido Socialista (PS) português, Antonio José Seguro, exigiu nesta terça-feira a convocação de eleições antecipadas como única medida que permitirá ao governo ter a "legitimidade democrática" necessária para negociar um segundo resgate ao país. A afirmação foi feita após uma reunião de Seguro com o chefe de Estado luso, o conservador Aníbal Cavaco Silva, para tratar sobre a crise política surgida na semana passada. O líder pediu ao presidente a realização de eleições, exigência que já tinha anunciado nos últimos meses mas que agora justificou pela iminência das autoridades lusas voltarem a conversar com os organismos internacionais para obter um novo pacote de ajuda financeira. "Portugal enfrenta a necessidade de negociar um novo programa, seja cautelar ou de outro tipo, e isso lembra o fracasso da política de austeridade seguida pelo atual governo", disse Seguro. O secretário-geral dos socialistas defendeu que os portugueses "tenham uma oportunidade para se pronunciar e escolher o caminho que querem para o país". O líder do principal partido da oposição se reuniu hoje com Cavaco Silva dentro do período de consultas aberto pelo chefe de Estado com organizações políticas e sociais para debater a crise política gerada há uma semana, e que deixou a coalizão conservadora do governo à beira da ruptura. O presidente não se pronunciou ainda sobre o acordo anunciado na sexta-feira pelos dois partidos que compõem a aliança para se manter no poder, embora tudo indique que o pacto contará com seu apoio. Seguro defendeu durante seu encontro com Cavaco que o país tenha um "governo competente e coeso", que gere confiança e que conte com o apoio de uma "forte" maioria. "Não basta ter uma maioria parlamentar para garantir a estabilidade no país, como demonstrou o ocorrido nesta semana", disse o líder socialista. O PS lidera atualmente todas as pesquisas de opinião, o que dá ao partido esperança de retornar ao poder após perder as eleições -também antecipadas devido ao resgate financeiro- de 2011, após seis anos consecutivos no governo. EFE otp/dk














