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Soldados egípcios entram em mesquita cercada no Cairo

Seguidores do presidente deposto pretendem fazer manifestações diárias

Internacional|Do R7

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Manifestações no Cairo estão violentas e quase mil pessoas estão refugiadas
Manifestações no Cairo estão violentas e quase mil pessoas estão refugiadas VIRGINIE NGUYEN HOANG/AFP

Soldados egípcios entraram neste sábado em uma mesquita do Cairo na qual estavam refugiados seguidores do presidente deposto Mohamed Mursi, que convocaram novas manifestações após uma sexta-feira sangrenta que deixou mais de 80 mortos.

O canal privado egípcio ONTV Live exibiu imagens da entrada dos soldados na mesquita Al Fath, no centro do Cairo, após uma noite de cerco extremamente tenso.


O canal local da Al-Jazeera divulgou em seu site imagens dos soldados dentro da mesquita, em uma aparente tentativa de negociar com os manifestantes para que abandonem o local.

Uma manifestante dentro da mesquita afirmou à AFP por telefone que os partidários de Mursi pediam para não serem detidos ou atacados por civis hostis, reunidos diante da mesquita.


As forças de segurança iniciaram na sexta-feira à noite o cerco à mesquita, onde quase mil pessoas estavam refugiadas. O número não foi confirmado por fontes independentes.

Tiros foram ouvidos no início do cerco, mas pararam pouco depois, segundo os manifestantes ouvidos pela AFP.


A intervenção acontece um dia depois de um novo dia de violência no país, que terminou com pelo menos 83 mortos e mais de 1.000 supostos seguidores da Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, detidos.

A repressão dividiu os egípcios e fragmentou o governo instalado pelo exército, muito criticado em boa parte do mundo.


Pouco antes do cerco, a mesquita havia sido transformada em um necrotério improvisado, com mais de 20 corpos.

O Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ) de Mursi fez um apelo para que o governo evitasse outro "massacre", depois da morte pelo menos 578 pessoas na quarta-feira na ação policial para desalojar dois acampamentos dos simpatizantes do presidente deposto pelo exército em 3 de julho.

Os confrontos prosseguiram no dia que os islamitas chamaram de "sexta-feira da ira". Segundo o PLJ, o número de mortes supera as 83 anunciadas pelo governo e chega a 130 apenas no Cairo.

As manifestações terminaram pouco depois do início do toque de recolher decretado pelo governo, mas o porta-voz da Aliança contra o Golpe, Gehad El Hadad, disse à AFP que os seguidores de Mursi pretendem organizar protestos diariamente.

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