Starbucks pede aos clientes para não entrar com armas em suas lojas nos EUA
Cafeterias do grupo já acolheram diversos eventos organizados por grupos a favor do porte
Internacional|Do R7

O executivo-chefe da rede de cafeterias Starbucks, Howard Schultz, pediu em carta aberta a seus clientes para que eles não entrem armados em seus estabelecimentos nos Estados Unidos, informou a empresa nesta quarta-feira (18).
"A presença de uma arma em nossos estabelecimentos é inquietante e preocupante para muitos de nossos clientes", assinalou a carta divulgada no site da empresa e que, a partir de amanhã, deverá circular como anúncio em alguns jornais de grande tiragem, como USA Today, Wall Street Journal e New York Times.
Em um país em que se registram tiroteios indiscriminados de forma periódica, a Starbucks se transformou de forma involuntária em um estopim entre os partidários do uso de armas em público e aqueles que defendem um controle mais rígido de venda e porte de armas, segundo a companhia.
Apesar de a legislação americana variar entre estados, muitos dos quase 7.000 estabelecimentos da Starbucks no país se encontram em regiões cuja legislação permite o uso de armas em público, sendo que alguns grupos a favor desta medida já organizaram eventos nas cafeterias do grupo.
Em agosto, por exemplo, houve um grande encontro nas cafeterias da Starbucks organizado pelas organizações a favor do porte de armas em público.
Diante desta situação, a empresa fechou sua filial de Newtown (Connecticut), onde 20 crianças e seis adultos morreram em um tiroteio, para evitar receber eventos como esse.
"Os ativistas a favor das armas usaram nossos estabelecimentos como um cenário político, para organizar eventos que de forma enganosa retratam a Starbucks como uma defensora do porte de armas em público", assinalou Schultz em sua carta.
"Para ser claro, não queremos estes eventos em nossos estabelecimentos", ressaltou o CEO da companhia ao explicar que muitos clientes contestaram a presença de pessoas armadas nas cafeterias.
No entanto, Schultz, que assegurou que essa decisão não possui nenhuma relação com o tiroteio de Newtown e nem com o registrado nesta semana em Washington DC, não proibirá a entrada dos clientes e nem pedirá para ninguém deixar seus estabelecimentos por estar armado.
Neste caso, o objetivo da empresa é evitar que seus funcionários tenham que confrontar clientes armados.











