Strauss-Kahn será julgado por proxenetismo na França no caso Carlton
Internacional|Do R7
Paris, 26 jul (EFE).- O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn será julgado por proxenetismo com agravantes no caso do hotel Carlton da cidade de Lille, onde teria sido organizada uma rede de prostituição a serviço do economista. A promotoria, que tinha pedido o arquivamento das acusações, informou nesta sexta-feira que os juízes decidiram que Strauss-Kahn deverá comparecer em um tribunal. Richard Malka, advogado do ex-ministro socialista, disse à emissora de televisão "BFM TV" que a decisão não foi uma "surpresa". Strauss-Kahn se sentará no banco dos réus ao lado de outras doze pessoas, processadas por terem organizado, utilizando o hotel Carlton como base, um grupo de prostitutas para oferecer serviço ao ex-ministro das Finanças da França e ex-diretor do FMI, cargo ao qual renunciou em função de outro escândalo sexual. A pena para o crime que será julgado é de até 10 anos de prisão, inferior a acusação de proxenetismo agravado em um grupo organizado, que não foi levada em conta pelos juízes. O Ministério Público tem agora um mês para apresentar um possível recurso à sentença dos juízes instrutores. Malka desqualificou a decisão e disse que ela era "ideológica" e derivava de uma avaliação "muito subjetiva da moral". O advogado afirmou que não existe nenhum fato que possa criminalizar Strauss-Kahn. "Caso contrário, qualquer cliente de uma prostituta" poderia ser punido. Segundo Malka, o ex-diretor do FMI "não é um proxeneta" pelo fato de ter contratado prostitutas. O advogado procurou ser otimista e afirmou que a decisão de hoje é apenas "mais uma etapa" do processo e que fará uma "uma análise jurídica" dos fatos para pedir o arquivamento do caso. Yves Charpenel, advogado da acusação particular, mostrou-se satisfeito diante da perspectiva de que o antigo dirigente socialista se sente no banco dos réus. Segundo o advogado, Strauss-Kahn não deve ser condenado por ter sido cliente de prostitutas, mas por ter criado uma rede para utilizar seus serviços por meio de um grupo de conhecidos. EFE ac/dk














