Sueca Saab confirma que planeja exportar caças do Brasil
Internacional|Do R7
Brasília, 20 dez (EFE).- O vice-presidente da empresa sueca Saab, Lennart Sindahl, confirmou nesta sexta-feira que a venda de 36 caças ao Brasil implicará também uma sociedade de produção com o país, que poderá exportar aviões para o resto da América Latina, a Ásia e a África. Saab, com os caças de combate Gripen-NG, venceu nesta semana a licitação para fornecer 36 aeronaves à Força Aérea, vencendo os concorrentes franceses Rafale e os FA-118 Super Hornet americanos. O negócio, avaliado em US$ 4,5 bilhões, incluirá a construção de uma fábrica em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, onde alguns desses aviões serão produzidos. "Se juntarmos forças com o Brasil, o Gripen-NG não será só para o mercado brasileiro, mas também para exportação", declarou Sindahl em entrevista coletiva. Segundo o vice-presidente da Saab, essa aposta em uma "sociedade de produção" com o Brasil se fundamenta nas "boas relações que o país tem com América Latina, África e países asiáticos", que seriam os mercados preferenciais para as operações conjuntas. Sindahl chegou nesta sexta-feira a Brasília para umas primeiras reuniões com autoridades do Ministério da Defesa, em que discutirá pontos do contrato que deve ser assinado até o fim do ano, para começar a produzir os caças que serão usados na Defesa brasileira. Uma vez cumprida esse primeiro encomenda, a produção continuará com a meta de que o Brasil adquira outros aviões e que o Gripen-NG seja exportado daqui, indicou o vice-presidente da Saab. Segundo cálculos da empresa sueca e do Ministério da Defesa, os aviões começarão a ser entregues a partir de 2019, 12 por ano, e os caças devem estar em plena operação em 2022. O Gripen-NG é a quinta geração desse modelo, mas ainda não foi totalmente desenvolvido e existe somente um protótipo que tem 300 horas de voo. Mesmo assim, Sindahl garantiu que não se trata de "um plano" nem de um "avião de papel", pois é parte de uma "família" que se desenvolve e opera há trinta anos. EFE ed/cd










