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Suíça detém guardas de presidente de Camarões por agredir repórter

Agressão durante a cobertura de protestos na porta de um hotel em  Genebra. Os seguranças tomaram os equipamentos do jornalista

Internacional|Da EFE

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Agressão aconteceu durante protesto em Genebra
Agressão aconteceu durante protesto em Genebra

Seis membros do serviço de segurança do presidente de Camarões, Paul Biya, foram detidos pela polícia da Suíça devido à suposta participação na agressão a um jornalista da emissora de televisão nacional RTS que cobria os protestos contra o governante em Genebra, informou o governo suíço nesta quarta-feira (3).

O Ministério Público suíço detalhou em comunicado que as detenções ocorreram ontem, depois da identificação dos supostos agressores. Cinco deles estão à disposição da Justiça.


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A agressão aconteceu na quarta-feira passada, 26 de julho, quando o jornalista cobria protestos na porta do Hotel Intercontinental de Genebra, próximo à sede europeia das Nações Unidas, onde o presidente camaronês estava hospedado.

No incidente, o repórter sofreu ferimentos leves e os guardas de segurança se apoderaram ilegalmente de parte de seus equipamentos pessoais e profissionais, ressaltou o Ministério Público.


O governo suíço tachou a agressão como "inaceitável" em um protesto dirigido às autoridades camaronesas.

A este incidente se seguiu no domingo, 30 de junho, o enfrentamento de partidários e opositores a Biya no centro de Genebra, o que forçou as autoridades da cidade a enviar policiais para acalmar a situação.


A presença de Biya em Genebra não foi explicada pelo governo camaronês, mas não é novidade que o governante passa longas temporadas na cidade, seguramente por razões de saúde, enquanto a oposição o acusa de governar Camarões "de fato" na Suíça.

Biya governa a nação africana há 37 anos e enfrenta várias crises no país, entre elas o enfrentamento armado entre anglófonos e francófonos nas regiões ocidentais, a crescente oposição ao seu regime e a chegada de refugiados que fogem de grupos jihadistas como o Boko Haram na Nigéria.

A Suíça acolheu de forma discreta na semana passada reuniões de vários grupos do governo e da oposição da nação africana para negociar uma pacificação em alguns destes conflitos.

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