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Suposto agressor de soldado francês é acusado por "tentativa de assassinato"

Internacional|Do R7

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Paris, 31 mai (EFE).- O suposto autor do ataque de 25 de maio contra um soldado francês em Paris, um jovem de 22 anos, foi acusado nesta sexta-feira pela Justiça francesa por "tentativa de assassinato" associada a uma ação de caráter "terrorista", informaram fontes judiciais. A Promotia de Paris solicitou seu ingresso em uma prisão provisória, decisão que terá que ser tomada nas próximas por um juiz, agregaram as fontes. A tentativa de assassinato foi associada, segundo a acusação aceita pelo juiz perante a qual compareceu Alexandre, nome do suposto autor do ataque, com uma ação de de caráter "terrorista". O atacante, segundo explicou na quarta-feira o procurador da República, François Molins, atuou como terrorista e "queria matá-lo". O fato ocorreu pouco antes das 18h local de sábado passado, quando o jovem atacou o soldado, de 25 anos e que fazia patrulha de um centro comercial no oeste de Paris, e "atuou em nome de sua ideologia religiosa", acrescentou o procurador. Sua captura aconteceu na quarta-feira passada na cidade da Verrière, no departamento de Yvelines, próximo de Paris. O ataque contra o soldado Cédric Cordiez aconteceu quando estava na companhia de dois homens e patrulhava a região como parte do plano de vigilância antiterrorista francês Vigipirate. Cordiez, que saiu na segunda-feira do hospital onde foi internado para tratar dos cortes no pescoço, é um dos 1.200 membros do Exército francês que estão desdobrados por diferentes pontos do país, no marco de Vigipirate, reforçando as forças da ordem. Pouco antes de conhecer a acusação do detido, o presidente francês, François Hollande, assegurou que seu país mantém uma "vigilância absoluta" pela ameaça terrorista do exterior e do interior. "O que passa no mundo tem consequências em nosso país", disse Hollande em entrevista na qual insistiu que esse trabalho de vigilância para garantir a segurança dos franceses "não cessou nunca". Hollande assegurou que as autoridades não desperdiçam "nenhuma pista", embora tenha solicitado uma "melhor cooperação" entre os diferentes serviços de informação franceses, depois que os meios de comunicação do país informaram que o atacante de Paris era conhecido por sua atitude fundamentalista e mencionaram uma eventual falta de coordenação. EFE jam/ff

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