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Suspeitos detalham assalto ao Louvre e dizem que líder reclamou: ‘Poderiam ter levado mais’

Depoimentos revelam que dupla foi recrutada dias antes do crime e tinham apenas três minutos para agir

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois suspeitos confessaram ter participado do roubo de joias da Coroa do Louvre, mas afirmaram que o mentor ficou insatisfeito com o resultado.
  • Os suspeitos, Abdoulaye N. e Ghelamallah A., foram recrutados poucos dias antes do crime e tinham apenas três minutos para agir.
  • Durante a fuga, uma das joias mais valiosas, a coroa da imperatriz Eugênia, foi danificada, e as joias roubadas continuam desaparecidas.
  • O roubo gerou críticas ao sistema de segurança do Louvre, levando à renúncia da então presidente da instituição, Laurence des Cars.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Peças roubadas do Louvre foram avaliadas em cerca de R$ 560 milhões Divulgação/TF1

Os dois homens suspeitos de participar do roubo das joias da Coroa do Museu do Louvre, em Paris, afirmaram em depoimento à Justiça da França que o mentor do assalto ficou decepcionado com o resultado da ação.

Apesar de terem levado peças avaliadas em 88 milhões de euros (cerca de R$ 515 milhões), o suposto mandante teria reclamado que os criminosos “poderiam ter levado mais”, de acordo com transcrições obtidas pelo jornal francês Le Monde.

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Os depoimentos foram prestados no mês passado aos juízes responsáveis pela investigação. Identificados como Abdoulaye N. e Ghelamallah A., os suspeitos disseram que invadiram a Galeria de Apolo a pedido de um cliente, cuja identidade se recusam a revelar por temerem represálias contra familiares. A investigação não confirmou a existência desse suposto mentor.

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Segundo os relatos, a dupla foi recrutada apenas dois ou três dias antes do roubo. Para planejar a ação, os dois homens receberam um vídeo gravado previamente dentro do museu, mostrando a localização das vitrines com as joias da era napoleônica. A missão, de acordo com Abdoulaye, era direta: quebrar os vidros e retirar o maior número possível de peças antes da chegada da segurança.

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O plano previa uma operação extremamente rápida. Os suspeitos contaram que tinham apenas três minutos para concluir o furto e fugir. Após acessar uma varanda do primeiro andar por meio de um elevador de carga, eles quebraram uma janela da Galeria de Apolo e começaram a retirar joias de duas vitrines. Porém, durante a fuga, uma das peças mais valiosas, a coroa da imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão III, caiu da bolsa de Abdoulaye e ficou bastante danificada.

Ao comentar o episódio, Abdoulaye admitiu a responsabilidade pelo acidente e afirmou estar arrependido. “O que fizemos foi errado, é muito grave”, declarou aos investigadores. Ele também contou que o grupo entregou as joias restantes ao suposto mandante, que reagiu com insatisfação ao avaliar o resultado do assalto. “Ele achou que poderíamos ter levado mais”, afirmou.

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Os dois suspeitos também explicaram por que aceitaram participar da ação. Abdoulaye disse que enfrentava graves dificuldades financeiras e recebeu a promessa de ganhar entre 15 mil e 20 mil euros, cerca de R$ 118 mil, com possibilidade de receber mais caso as joias fossem revendidas. Já Ghelamallah afirmou que acreditava participar de um roubo a uma joalheria em Paris e disse que só descobriu que o alvo era o Louvre depois. “Nunca teria colocado os pés lá se soubesse”, declarou. O pagamento prometido a ele variava entre 20 mil e 25 mil euros, cerca de R$ 146 mil.

As joias roubadas continuam desaparecidas, e os dois suspeitos afirmaram não saber o paradeiro das peças após entregá-las ao suposto mentor. Ambos também disseram ter recebido avisos para permanecer em silêncio enquanto estavam presos, reforçando que não pretendem revelar a identidade de possíveis comparsas e mandantes da ação.

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O roubo ao Louvre ganhou repercussão internacional e intensificou as críticas ao sistema de segurança do museu, culminando posteriormente na renúncia da então presidente da instituição, Laurence des Cars. O crime ocorreu em outubro de 2025, durante o dia, quando os criminosos invadiram o prédio pela janela, quebraram as vitrines da Galeria de Apolo e levaram joias históricas da realeza francesa. Toda a ação durou cerca de sete minutos, e os suspeitos conseguiram fugir sem serem capturados imediatamente. Avaliadas em aproximadamente R$ 560 milhões, as peças continuam desaparecidas.

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