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Teólogos e ativistas criticam Obama por qualificar Venezuela como ameaça

Internacional|Do R7

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Manágua, 13 mar (EFE).- Um grupo de teólogos e religiosos de vários países que simpatizam com a esquerda da América Latina enviou nesta sexta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, uma carta em que criticam a "vergonhosa" decisão de declarar a Venezuela como uma "ameaça". "O que nos impulsiona, querido irmão, a escrever esta carta é sua extremamente vergonhosa ordem executiva de 9 de março de 2015, declarando uma emergência nacional pela ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos colocada pela situação na Venezuela", assinalaram no documento. Entre os que assinaram a carta estão Leonardo Boff, um dos mais destacados representantes da teologia da libertação; e o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas entre 2008 e 2009 e também sacerdote, Miguel D'Decoto. Também Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia (Brasil), vinculado à Teologia da Libertação; o bispo americano Thomas Gumbleton, e o ativista americano Ramsey Clark. Os religiosos advertiram no documento, que "uma ordem semelhante emitida por (Ronald) Reagan há mais de três décadas para ter as mãos livres para lançar sua guerra da Contra, contra a mais do que legítima, nossa mais do que legítima Revolução Sandinista no anos 80" na Nicarágua. "Consideramos vergonhosa e extremamente hipócrita, mas sua ordem executiva também é uma flagrante violação do Direito Internacional por constituir uma ameaça do uso da força contra a Venezuela, e ao mesmo tempo, servir como estímulo aos seus lacaios venezuelanos de continuar em seus esforços para desestabilizar o país", alertaram. Também disseram a Obama que enquanto rejeitam "totalmente sua arrogante e intervencionista ordem executiva, pedimos que volte a Jesus, a fraternidade, a solidariedade e a paz, e de uma vez por todas, rejeite a cobiça, a guerra, o afã de dominação sobre nosso planeta". No final da carta, que foi lida em Manágua pela primeira- dama nicaraguense e coordenadora do Conselho de Comunicação e Cidadania, Rosario Murillo, os religiosos disseram a Obama que ele continuará em suas orações. "A assombrosa graça de Deus não lhe faltará, se o senhor não der as costas a Ele", expressam no documento que, segundo Murillo, foi enviado com cópia ao papa Francisco. Obama declarou através de uma ordem executiva emitida nesta segunda-feira uma "emergência nacional nos Estados Unidos pela ameaça incomum e extraordinária" que a situação da Venezuela representa para a segurança americana. O anúncio dos EUA incluiu o bloqueio de bens que sete funcionários venezuelanos tenham no país, por acusa-los de violar direitos humanos durante os protestos contra o governo vividos no país em 2014 e a suspensão dos vistos. Após o anúncio das sanções, Maduro solicitou ao parlamento venezuelano que dê a ele poderes especiais que o permitam legislar por seis meses para "enfrentar as ameaças" dos EUA, o que deve ser autorizado pela câmara no próximo domingo. EFE lfp/cd

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