Testemunha acusa Lieberman de corrupção em nomeação de embaixador
Internacional|Do R7
Jerusalém, 2 mai (EFE). - O diplomata Dani Ayalon declarou nesta quinta-feira diante de um juiz que seu antigo superior no Ministério das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, ordenou que ele nomeasse um embaixador de maneira fraudulenta, uma das suspeitas pela qual o ex-chanceler está sendo processado. "Estava em seu gabinete e falávamos de temas políticos. No final da conversa, disse que o diplomata Zeev Ben Arieh devia ser nomeado para o posto de embaixador israelense em Riga (Letônia)", declarou Ayalon no tribunal de Jerusalém onde está sendo realizado o julgamento por suposta fraude e abuso de poder contra Lieberman, fato que o obrigou a deixar seu cargo de ministro das Relações Exteriores. Ayalon é o único dos três membros do comitê de nomeações que denunciou Liberman, por isso os juízes terão que determinar se seu testemunho é sincero ou está guiado pela vingança, já que o diplomata foi expulso por seu ex-chefe da lista eleitoral do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu. Lieberman renunciou ao cargo de chefe da diplomacia israelense em dezembro do ano passado, após a Procuradoria apresentar as acusações. O ex-ministro defendeu reiteradamente sua inocência e deseja retomar o ministério, temporariamente nas mãos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, se for inocentado. Lieberman é acusado de ter designado de forma fraudulenta Ben Arieh como embaixador israelense na Letônia, supostamente como recompensa pelo envio de informação confidencial em 2008. Ben Arieh entregou a Lieberman um documento secreto sobre o andamento de uma investigação contra o ex-chanceler sobre lavagem de dinheiro, encerrada depois por falta de provas. Lieberman assegura que começou a ler o papel e que quando viu o que era o jogou fora. O ex-ministro disse que reprovou o diplomata mas o indicou ao posto na Letônia pois na ocasião ele era o melhor candidato. Ben Arieh cumpriu quatro meses de serviços sociais pela entrega do documento confidencial. Enquanto durar o processo judicial, Lieberman não está autorizado a seguir como ministro mas pode prosseguir com suas atividades parlamentares. EFE ap/dk












