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Testemunha de caso Odebrecht é encontrada morta na Colômbia

É a terceira morte relacionada ao escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira no país. Rafael Merchán foi secretário de Transparência

Internacional|Cristina Charão, do R7

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Odebrecht é investigada por propinas para construir estrada
Odebrecht é investigada por propinas para construir estrada

Uma nova morte relacionada às investigações de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht sacudiu a Colômbia esta semana. Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência do governo colombiano, foi encontrado morto em seu apartamento na quinta-feira (27).

Merchán testemunharia em um dos processos relativos às investigações de uma rede de subornos envolvendo a Odebrecht e um parceiro local, o Grupo Aval. De acordo com a Procuradoria Geral da Colômbia, o consórcio pagou cerca de US$ 30 milhões (R$ 116 milhões) em propinas para ganhar o contrato de construção da rodovia Ruta del Sol, ligando o centro do país ao litoral caribenho.

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Em novembro, outra testemunha do caso Odebrecht, Jorge Enrique Pizano, foi encontrado morto. Médicos legistas afirmaram que ele teria sofrido um infarto fulminante. Poucos dias depois, o filho dele, Alejandro Pizano Ponce de León, morreu envenenado com cianureto, levantando suspeias sobre a morte de Pizano.

Testemunha e cartel

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As autoridades colombianas dizem que as circunstâncias da morte de Rafael Merchán ainda estão sendo investigadas. Segundo relatos de amigos e familiares à imprensa local, Merchán teria ficado sem responder a chamadas e mensagens por dois dias, até que seu corpo foi encontrado no seu apartamento em Bogotá.

Veja também: Como o escândalo Odebrecht pautou discurso do futuro presidente do México

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Merchán testemunharia a favor de Luis Fernando Andrade, ex-diretor da Agência Nacional de Infraestrutura. Segundo fontes próximas ao ex-secretário, ele diria ao tribunal que teria sabido das irregularidades envolvendo a Odebrecht por meio de Andrade.

Ele também afirmaria que teria sabido por Andrade que o então presidente da Odebrecht na Colômbia, Eleuberto Martorelli, seria o principal articulador desta tentativa de montar um cartel para ganhar contratos de construções de rodovias.

Em vídeo: Filho de testemunha em escândalo da Odebrecht morre envenenado

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