‘Todo mundo está pressionando o Irã, mas a Guarda Revolucionária está insensível’, diz especialista
Premiê do Catar está em Teerã a fim de tentar retomar as negociações por um cessar-fogo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Em meio às tensões no Oriente Médio, o primeiro-ministro do Catar está em Teerã a fim de tentar retomar as negociações por um cessar-fogo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores catariano, a visita abordará formas de reduzir as hostilidades na região e a liberdade de navegação no estreito de Ormuz.
Durante o Conexão Record News, o especialista em estratégia e segurança internacional Ricardo Cabral explicou que a probabilidade de desescalar o conflito é mínima porque o Catar, ao lado dos Emirados Árabes Unidos, são os maiores aliados dos iranianos na região. Pelos prejuízos que o fechamento de Ormuz tem proporcionado a ambos os países, a pressão vem se tornando cada vez maior, mas não surte efeito.
“O Catar criou toda uma rede para viver para além do petróleo, mas, no momento, ele precisa do petróleo. [...] E ele quer que o Irã, que é um dos seus principais parceiros comerciais, abra o estreito. [...] A China pressiona muito, os Emirados Árabes Unidos cortaram qualquer relação comercial, então, quer dizer, todo mundo está pressionando o Irã, mas a Guarda Revolucionária está se mostrando insensível”, enfatizou.
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