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Guarda Revolucionária do Irã diz que ‘vingança’ por líder assassinado ‘não será apagada’

Corpo de Ali Khamenei repousa no mausoléu do Imam Reza, principal centro de peregrinação dos xiitas

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmed Vahidi, prometeu vingança pelo assassinato do aiatolá Ali Khamenei, afirmando que os responsáveis serão punidos.
  • Vahidi destacou que a exigência de justiça pelo assassinato não será esquecida pela comunidade muçulmana e prometeu uma resposta aos criminosos, especialmente ao Exército norte-americano.
  • O "martírio" de Khamenei foi mencionado como uma fonte de despertar e solidariedade para a nação islâmica, e um aviso foi dado aos inimigos da Revolução Islâmica sobre suas futuras derrotas.
  • Khamenei foi enterrado na cidade de Mashhad, e seu filho, Mojtaba Khamenei, o sucedeu, apesar de estar ferido e ausente do público desde o bombardeio.

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Um enlutado segura um retrato do falecido Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em ataques aéreos israelenses e americanos, durante um cortejo fúnebre no dia de seu sepultamento, em Mashhad, Irã
Comunicado foi publicado horas após o enterro de Khamenei na cidade de Mashhad Alkis Konstantinidis/Reuters - 09.07.2026

O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmed Vahidi, ressaltou nesta sexta-feira (10) que “a vingança” pelo assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, nos primeiros momentos da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, “não será apagada da memória histórica” e prometeu que os responsáveis serão “punidos”.

“A vingança pelos mártires e a punição dos autores, instigadores e apoiadores desse crime continuarão sendo uma exigência definitiva, legítima e inesquecível”, afirmou ele, antes de afirmar que “essa exigência não será apagada da memória histórica da comunidade muçulmana e da frente de resistência até que seja feita justiça”.


Assim, prometeu “uma resposta adequada aos criminosos”, “especialmente ao Exército norte-americano assassino de crianças”, e acrescentou que “o sangue puro” de Khamenei “tornou-se uma fonte jorrante de despertar, dignidade, autoridade e solidariedade para a nação islâmica”, conforme divulgado pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB.

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Vahidi, que reapareceu em público durante as cerimônias fúnebres em homenagem ao líder supremo pela primeira vez desde o início de fevereiro, enfatizou que o “martírio” de Khamenei “levará os inimigos a um futuro repleto de derrota, isolamento e arrependimento”.


“Os líderes criminosos dos Estados Unidos e todos os inimigos da Revolução Islâmica e da frente de resistência devem saber que, por meio do covarde assassinato desse líder divino, jamais conseguirão extinguir a luz divina, enfraquecer a vontade das nações crentes e derrubar a bandeira da resistência”, concluiu.

O comunicado foi publicado horas após o enterro de Khamenei na cidade iraniana de Mashhad, após cerca de uma semana de cerimônias fúnebres no Irã e no Iraque.


O corpo do líder supremo repousa no mausoléu do Imam Reza, um dos locais mais sagrados para os xiitas e principal centro de peregrinação dos membros desse ramo do islamismo.

Com sua morte, Khamenei foi sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei, que ficou ferido no bombardeio em que seu pai morreu e que, desde então, não apareceu em público, limitando-se a discursos escritos divulgados pela mídia oficial, em meio a especulações sobre sua saúde e seu paradeiro.

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