Trabalhista Kevin Rudd jura cargo como primeiro-ministro da Austrália
Internacional|Do R7
(Atualiza com discurso de Rudd e de líder da oposição no Parlamento). Sydney (Austrália), 27 jun (EFE).- O líder trabalhista Kevin Rudd jurou nesta quinta-feira o cargo como primeiro-ministro da Austrália perante a governadora geral, Quentin Bryce, após tirar na noite de ontem a liderança do partido de Julia Gillard, que renunciou de suas funções como chefe do Executivo. Rudd retoma as rédeas do Executivo australiano cerca de três anos depois de ter sido obrigado a renunciar por causa de uma revolta interna no Partido Trabalhista que tornou Gillard a primeira mulher no comando da Austrália. Em uma breve cerimônia na residência da governadora geral em Canberra, também juraram seus respectivos cargos, Anthony Albanese como vice-primeiro-ministro; e Chris Bowen como chefe do Tesouro Federal da Austrália. Pouco depois da cerimônia na Casa de Governo, Rudd confirmou sua nomeação como primeiro-ministro na Câmara Baixa do Parlamento da Austrália. Em seu primeiro discurso como chefe do Executivo australiano, Rudd admitiu que a vida política pode ser "muito dura" e disse aos legisladores que se lembrassem que são seres humanos com família e emoções e, em seguida, pediu consideração mútua nas deliberações. Rudd reconheceu o trabalho de sua antecessora, Julia Gillard, pois, segundo o mesmo, ela dirigiu a nação "durante anos difíceis de governo minoritário" e realizou importantes reformas. O líder da oposição, o conservador Tony Abbott, felicitou Rudd por sua nomeação no Parlamento e expressou seu pesar pela saída de Gillard, para depois reivindicar explicações sobre as razões que levaram à mudança. "Uma primeira-ministra renunciou, o povo e o Parlamento australiano merecem uma explicação por sua substituição", disse o líder opositor. Abbott também exigiu que Rudd se pronuncie a respeito das eleições gerais que estão previstas para 14 de setembro, que o líder opositor espera que sejam antecipadas. Rudd deve recompor o Gabinete após a renúncia de vários ministros próximos de Gillard. EFE watt/rpr












