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Tragédia em Orlando: suspeito tinha histórico de violência doméstica

No local do assassinato das quatro crianças foram encontradas espingardas, fuzis e uma pistola, mas Gary Lindsey não poderia ter armas

Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais

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Lindsey foi acusado de incendiar casa da ex-namorada
Lindsey foi acusado de incendiar casa da ex-namorada

Gary Lindsey Jr, o homem suspeito de matar quatro crianças — incluindo seus dois filhos — em Orlando, antes de tirar a própria vida, tinha um histórico de violência doméstica de mais de dez anos.

A antiga namorada de Lindsey o acusou de incendiar uma casa em 2008 e tentar matá-la, na ocasião.


A mulher, que não quis se identificar, revelou à imprensa norte-americana que teve um relacionamento de cinco anos com o suspeito. Eles chegaram a ficar noivos, mas ela terminou por não ver um futuro na relação.

"Não era falta de amor ou algo parecido. Eu realmente amava ele. Mas eu sabia que não ia dar certo, então terminei com ele porque não queria desperdiçar minha vida", disse a mulher ao jornal Orlando Sentinel.


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Em função do término, o homem ficou muito violento. Na noite de 16 de dezembro, ele voltou à casa da mulher com a desculpa de que ia buscar uma ferramenta que tinha esquecido.

Suspeito incendiou casa de ex


Após uma briga acalorada, ele mandou a mulher ir embora ou aquele seria seu “túmulo”. Quando ela foi embora, ele incendiou a residência.

A vítima processou Lindsey e ele foi condenado. A pena de 10 anos nunca foi cumprida, apesar de todas as condicionais que ele quebrou ao longo do ano.


Em 2010, ele já estava em esquema de condicional. Ao longo dos anos, ele foi alternando parte da pena sendo cumprida na cadeia, parte em condicional, parte em prisão domiciliar. Neste período, acumulou mais denúncias de agressão e outros delitos.

Mãe das crianças sofria agressões

Ciara, a mãs das quatro crianças mortas durante o sequestro que chocou Orlando, começou a vivenciar episódios de violência doméstica quando seu primeiro filho do relacionamento com Lindsey, Aydan, ainda era um bebê.

A primeira discussão foi motivada sobre a decisão de levar ou não a criança ao médico. O homem quebrou a porta do banheiro aos chutes, saiu de casa e voltou armado com uma faca.

Ele colocou a faca no pescoço de Ciara, que deixou o filho cair no chão. Aydan não se feriu na ocasião. A mulher não registrou denúncias.

Um mês antes da tragédia, Lindsey estava preso por furtar mercadorias de uma loja do Wallmart usando sacolas velhas da rede de supermercados.

Apesar de todo o histórico de violência, Lindsey foi colocado em liberdade condicional novamente. Formalmente, ele nunca foi acusado por Ciara pelas agressões.

A condicional do suspeito fixava que ele não podia possuir armas. No local do assassinato das crianças foram encontrados duas espingardas, dois fuzis e uma pistola. De acordo com a polícia, o armamento pertencia ao pai de Lindsey e foi herdado por ele.

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