Logo R7.com
RecordPlus

Tribunal anunciará no domingo veredicto contra Bo Xilai

Internacional|Do R7

  • Google News

Pequim, 18 set (EFE).- O Tribunal Intermediário de Jinan, no leste da China, deve divulgar no domingo o veredicto contra o ex-dirigente chinês Bo Xilai, que foi julgado no mês passado por crimes de corrupção e abuso de poder. Em sua conta no Weibo, o Twitter chinês, o tribunal detalhou que o veredicto será conhecido no domingo às 10h locais (23h de Brasília do sábado). "O Tribunal Popular Intermediário de Jinan vai pronunciar publicamente o veredicto contra o acusado Bo Xilai para as acusações de receptação de suborno, corrupção e abuso de poder", disse a mensagem na rede social. Domingo é o primeiro dia útil na China após o feriado do Meio Outono, que começa amanhã, quinta-feira, e dura dois dias. Apesar de o veredicto ser anunciado no domingo, é pouco provável que o caso seja encerrado, pois Bo deverá apresentar um recurso, afirmou hoje o jornal "South China Morning Post", que cita uma fonte com conhecimento direto do caso. Durante o julgamento que foi concluído no dia 26 de agosto, Bo rejeitou sistematicamente todas as acusações. "99% dos fatos apresentados pelo promotor não têm a mínima relação comigo ou com meu caso", declarou então o ex-dirigente chinês. A legislação chinesa prevê pena mínima de dez anos para esse tipo de crime, que pode chegar à pena de morte. Os promotores encarregados do caso reivindicaram no julgamento uma pena severa contra o ex-membro do Partido Comunista chinês, devido à sua falta de arrependimento. O jornal, no entanto, cita duas fontes relacionadas com a família de Bo e sua esposa, Gu Kailai, para afirmar que o ex-dirigente receberá uma pena relativamente moderada, inferior aos 15 anos de prisão. Durante o julgamento, Gu se tornou uma testemunha chave, ao afirmar que Bo "tinha que saber" que a família recebeu grandes quantidades de dinheiro e presentes de dois empresários. Entre os presentes que Bo recebeu está um chalé no litoral do Mediterrâneo francês. Por outro lado, Bo acusou sua mulher de estar "louca" e assegurou que ela manteve uma relação amorosa com o chefe de polícia de Chongqing e "número 2" do ex-dirigente, Wang Lijun. O julgamento de Bo encerra o maior escândalo político dos últimos tempos na China, que explodiu no ano passado quando Wang Lijun tentou pedir asilo em um consulado americano. Lá, Wang Lijun denunciou que Gu Kailai tinha matado o empresário britânico Neil Heywood meses antes, cuja morte tinha sido atribuída até então ao excesso de álcool. Gu Kailai foi julgada em agosto do ano passado e condenada à pena de morte suspensa, o que na prática equivale a uma prisão perpétua. Wang Lijun também foi condenado, pegando 15 anos de prisão. EFE mv/rpr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.