Tribunal egípcio questiona calendário eleitoral
Internacional|Do R7
Por Marwa Awad e Yasmine Saleh
CAIRO (Reuters) - Um tribunal egípcio mergulhou em confusão o calendário para eleições parlamentares nesta quarta-feira, ordenando o cancelamento do decreto do presidente Mohamed Mursi que pedia a votação e forçando um provável adiamento da eleição que começaria em abril.
O decreto do Tribunal Administrativo aumentou a incerteza política no Egito em uma época de agitação social e crise econômica, com as reservas em moeda estrangeira do país em níveis criticamente baixos e o déficit orçamentário aumentando.
O tribunal disse que tinha submetido a lei eleitoral corrigida do Egito, sob a qual as eleições da câmara baixa devem ser feitas, ao Supremo Tribunal Constitucional para revisão.
O Egito está mergulhado na confusão política e na agitação desde o levante de 2011 que depôs o autocrata Hosni Mubarak. Muitos partidos da oposição anunciaram que boicotariam a votação, que deveria ser realizada em quatro etapas, de 22 de abril até o final de junho.
O gabinete de Mursi disse que embora respeitasse a decisão judicial, apelaria da sentença, que foi dada quando o governo diz querer retomar as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre um empréstimo de 4,8 bilhões de dólares para sustentar as finanças do Egito.
"Agora é provável que as eleições sejam adiadas, estendendo as incertezas políticas e atrasando ainda mais um possível acordo com o FMI em uma época em que restaurar a confiança na economia é necessário para evitar uma potencial crise econômica", disse Farouk Soussa, economista-chefe no Citi em Dubai.
"Os desafios econômicos do Egito estão se aprofundando dia a dia, enquanto os prospectos de lidar com eles parecem diminuir em um índice igualmente alarmante", ele disse.
É improvável que o FMI conceda o empréstimo enquanto houver distúrbios significantes e uma falta de qualquer forma de consenso político, disse Jason Tuvey, economista-assistente da Capital Economics em Londres.












