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Tribunal ordena repetição do julgamento de jornalistas condenados no Egito

Internacional|Do R7

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Cairo, 1 jan (EFE).- O Tribunal de Cassação do Egito aceitou nesta quinta-feira o recurso apresentado pelos três jornalistas da televisão catariana "Al Jazeera" condenados a entre sete e dez anos de prisão e ordenou a repetição do julgamento. Segundo o canal catariano, o juiz estipulou que os repórteres, condenados em junho passado por divulgar notícias falsas sobre o Egito e colaborar com a Irmandade Muçulmana, continuem na prisão. Os jornalistas, funcionários da "Al Jazeera" em inglês, são o australiano Peter Greste, o egípcio com passaporte canadense Mohammed Fahdy, e o egípcio Baher Mohammed. A sessão de hoje durou 30 minutos e contou com a presença de vários jornalistas e de familiares dos processados. Os advogados da defesa, citados pela "Al Jazeera", disseram que o início do novo julgamento em outro tribunal penal vai acontecer dentro de um mês. Lois Greste, mãe de Peter, afirmou após a sessão que a decisão da corte não foi tão boa como esperavam. Greste e Fahmy foram condenados em junho a sete anos de prisão, enquanto Mohammed viu sua pena aumentada em outros três anos, para dez, por possuir uma bala no momento de sua detenção. Desde que foram detidos há pouco mais de um ano em um hotel do Cairo, os jornalistas ficaram na prisão de Tora, também na capital egípcia. Tanto sua detenção como a condenação foram muito criticadas pelas ONGs e pela comunidade internacional, enquanto as campanhas nos meios de comunicação para pedir a libertação dos repórteres foram contínuas neste tempo. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou em seu relatório anual, divulgado em dezembro passado, que no Egito há 16 jornalistas atrás das grades. A RSF também assinalou recentemente que as autoridades egípcias exercem "uma terrível repressão dos jornalistas sob a bandeira da luta contra o terrorismo" e com a desculpa da "caça à Irmandade Muçulmana". A "Al Jazeera" foi vetada no Egito, acusada de servir aos interesses da irmandade, que foi declarada grupo terrorista em dezembro de 2013, seis meses depois do golpe de Estado que depôs o islamita Mohammed Mursi. EFE mv-mf/ma

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