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Trump compartilha com Israel e outros aliados minuta de acordo de paz com o Irã

Iniciativa ocorre em um momento em que ambos os lados tentam evitar que violações do cessar-fogo saiam do controle

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump distribuiu a aliados, incluindo Israel, uma minuta de acordo de paz com o Irã.
  • A proposta prevê a abertura do estreito de Ormuz à navegação comercial e a suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos.
  • O Irã está tentando negociar um acordo com Omã, enquanto os EUA ameaçam sanções caso Omã implemente um sistema de pedágio no estreito.
  • As tensões aumentam com o Irã, que exige a liberação de ativos congelados, enquanto os EUA e Israel buscam evitar divisões internas no Irã.

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Versão apresentada por Trump assemelha-se à proposta que circula no Oriente Médio Revista Oeste

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, distribuiu a aliados — incluindo Israel — uma minuta de acordo de paz para a guerra com o Irã.

A iniciativa ocorre em um momento em que ambos os lados tentam evitar que violações do cessar-fogo saiam do controle e ameacem as negociações, conforme informações do jornal The Guardian.


Ainda de acordo com o jornal, na tentativa de acelerar as negociações, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, viajará a Washington nesta sexta-feira (29) para se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

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O ataque de Teerã a uma base aérea dos EUA no Kuwait, ocorrido na quinta-feira (28), após Washington interceptar drones iranianos no estreito de Ormuz, expõe a fragilidade das negociações atuais, travadas pelo impasse nos pontos finais do acordo.


Segundo o The Guardian, esperava-se que o gabinete de Trump discutisse o acordo na quarta-feira (27), mas a Axios noticiou que o presidente americano disse precisar de mais alguns dias para pensar a respeito.

A versão preliminar apresentada por Trump assemelha-se à proposta que circula há dias no Oriente Médio. O texto prevê a abertura do estreito de Ormuz à navegação comercial, a suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos e a liberação de até US$ 12 bilhões em ativos congelados do Irã.


Conforme o The Guardian, o objetivo seria que a navegação comercial no estreito retornasse aos níveis pré-guerra em 30 dias e que as negociações, previstas para durar até 60 dias, tivessem início sobre o futuro do programa nuclear iraniano.

Isso incluiria discussões sobre seu estoque de urânio altamente enriquecido, uma suspensão temporária do enriquecimento e a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão de vigilância nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas). O Irã renunciaria ao uso de armas nucleares.


Pontos de atrito

Na quinta-feira, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que ambas as partes estavam perto de um acordo, mas que havia alguns pontos de atrito nas negociações com Teerã em relação ao seu estoque de urânio enriquecido e à questão do enriquecimento.

“É difícil dizer exatamente quando ou se o presidente vai assinar o [memorando de entendimento]. Estamos discutindo alguns pontos da redação”, disse Vance.

De acordo com o The Guardian, a China está pressionando o Conselho de Segurança da ONU para que ratifique qualquer acordo.

Ainda segundo o jornal inglês, o escopo atual do acordo seria profundamente inaceitável para Israel, pois adia qualquer compromisso nuclear firme por parte do Irã e exige que um cessar-fogo permanente inclua o Líbano.

A minuta é menos específica que a versão de Teerã sobre a suspensão das sanções ao petróleo e aos produtos petroquímicos iranianos. O documento também assegura a isenção de pedágio para a navegação no Estreito de Ormuz.

Acordo com Omã

De acordo com o The Guardian, o Irã está tentando negociar um acordo com Omã, separado de qualquer memorando de entendimento, que resultaria na imposição de taxas por “serviços de navegação”. Em declarações que não geraram resposta oficial de Mascate, Trump ameaçou na quarta-feira “explodir” Omã caso o país tentasse fechar um acordo com Teerã que incluísse a cobrança de pedágios.

Conforme o The Guardian, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica emitiu um comunicado reafirmando seu controle sobre o estreito, dizendo que 26 navios mercantes e petroleiros receberam permissão para atravessar a hidrovia nas últimas 24 horas.

Na quarta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) barrou quatro navios com transponders desligados no estreito, obrigando dois a recuar e impedindo dois de prosseguir, sob a justificativa de que a passagem sem permissão é considerada uma perturbação.

Os EUA e o Irã mantêm contato indireto via Paquistão e Catar, apesar dos confrontos recentes. Contudo, o cessar-fogo acordado em 8 de abril poderá ruir se petroleiros cruzarem o estreito sem autorização iraniana.

Em Moscou, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Bagheri, reiterou a exigência de que os ativos congelados sejam liberados para contas bancárias iranianas sem quaisquer condições.

Segundo o The Guardian, Washington respondeu impondo sanções à recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, do Irã, destinada a gerir a passagem de embarcações pelo estreito. Teerã tem tentado obter o acordo de Omã para coordenar as operações.

Na quinta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou ainda impor sanções a Omã caso o país ajudasse a implementar um sistema de pedágio no estreito.

Conforme crescem as tensões no Irã sobre negociar com Trump, o líder supremo Mojtaba Khamenei pediu que as autoridades evitem divisões e que o parlamento tratasse das preocupações econômicas da população.

Segundo o The Guardian, Khamenei afirmou que os Estados Unidos e Israel estavam tentando “colocar o país de joelhos”. O plano cego do inimigo (...) é criar divisão e destruição para compensar suas derrotas militares”, disse ele.

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