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Trump ‘tem poucos dividendos a colher’ do conflito com o Irã, avalia especialista

Presidente norte-americano afirmou não estar preocupado com prolongamento da guerra; para especialista, porém, fala é mera retórica

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump declarou que o fim da guerra no Oriente Médio está próximo, mas as negociações com o Irã ainda não satisfazem os EUA.
  • O presidente expressou desconforto com o envolvimento da Rússia e China no estoque de urânio do Irã.
  • Trump diz não estar preocupado com as consequências políticas de um conflito prolongado com o Irã, apesar de possíveis impactos nas eleições de meio de mandato.
  • Especialista Paulo Velasco afirmou que as ações dos EUA são ineficazes, com poucos resultados positivos no conflito com o Irã.

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Em declarações à imprensa na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que o fim da guerra no Oriente Médio está próximo, mas que ainda não está satisfeito com o andamento das negociações com o Irã. O governante declarou que tem se empenhado muito para chegar a um acordo com o governo iraniano, mas que até agora não conseguiu.

De acordo com o presidente, os “Estados Unidos não estão satisfeitos com isso, mas ficarão, ou terão que terminar o trabalho”. Além disso, ele enfatizou que não se sente confortável com o envolvimento da Rússia ou da China na posse do estoque de urânio altamente enriquecido do Irã.


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Trump também ressaltou não estar preocupado com as consequências políticas de um conflito prolongado com o Irã e que os líderes iranianos erraram nos cálculos se pensaram que as eleições de meio de mandato em novembro o forçariam a um acordo.

Paulo Velasco, professor de política internacional, enfatizou ao Conexão Record News desta quinta (28) que as posições do governo norte-americano podem ser comparadas a “palavras ao vento”, já que Donald Trump buscou a vitória na guerra contra o Irã com a previsão de um conflito de três semanas, que ainda perdura nos dias atuais. Segundo Velasco, há poucos frutos dos esforços norte-americanos.


Por enquanto ele tem poucos dividendos a colher; há uma pressão política. Por mais que ele diga que pouco importa, importa sim [...] Então, evidentemente, as eleições para o Parlamento americano de meio de mandato no mês de novembro serão impactadas por esse cenário do conflito e pelas consequências do conflito”, argumentou o especialista.

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