ONU pode sofrer ‘esvaziamento’ com restrições dos EUA, avalia especialista
Governo norte-americano permite que funcionários de alto escalão do Irã participem da Assembleia Geral, mas sem liberdade total no país
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo norte-americano permitirá que funcionários de alto escalão do Irã participem da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na próxima semana, em Nova York. De acordo com um porta-voz do Departamento de Estado, uma delegação central do regime iraniano teria permissão para integrar a reunião, em conformidade com as obrigações dos Estados Unidos como país anfitrião.
Apesar de as autoridades, incluindo o presidente iraniano e o ministro das Relações Exteriores, terem que receber vistos para estar presentes na Assembleia, o Departamento de Estado do Irã afirmou que a delegação estará sujeita a restrições de viagem e enfrentará proibições na compra de artigos de luxo e outros bens.
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Durante o encontro diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se encontrar com líderes de países do Golfo para discutir o período pós-guerra na região.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Kleber Galerani chamou a situação de uma “diplomacia sob vigilância”, na qual é aberta a porta para a participação do Irã no encontro, mas todas as outras portas seguem fechadas. Nesse cenário, de acordo com o professor, quem mais perde é o mundo, que precisa do diálogo.
“Nós observamos que, se os Estados Unidos aplicarem cada vez mais essas restrições, teremos também um esvaziamento da ONU, enquanto instituição que funciona como esfera de diálogo no âmbito internacional”, ressaltou.
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