Trump diz que Irã negou cobrança de pedágio em Ormuz e ameaça encerrar negociações
Presidente dos EUA disse que, caso essa informação se revele falsa, tratativas entre os dois países seriam interrompidas imediatamente
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (24), que o Irã informou a Washington que não está cobrando pedágios, taxas de seguro ou qualquer outro encargo de embarcações que transitam pelo estreito de Ormuz.
Em publicação na Truth Social, o republicano disse que, caso essa informação se revele falsa, as negociações entre os dois países seriam interrompidas imediatamente.
A declaração ocorre em meio às tratativas entre Washington e Teerã e sucede afirmações anteriores de Trump de que o Irã teria aceitado futuras inspeções nucleares da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), versão contestada por autoridades iranianas.
Veja Também

Luiz Fara Monteiro
União Europeia alerta que aéreas devem continuar evitando o espaço aéreo sobre o Irã mesmo após acordo de trégua
The Conversation
Irã pretende cobrar ‘taxas de serviço’ pela passagem no estreito de Ormuz após período de gratuidade

Internacional
Pentágono envia pedido de US$ 80 bilhões ao Senado dos EUA para custos da guerra no Irã
Os dois países, que encerraram na segunda-feira (22) a primeira rodada de negociações na Suíça, apresentaram versões contraditórias sobre os incentivos financeiros para o Irã, o controle do estreito de Ormuz e a guerra paralela de Israel no Líbano — todos aspectos importantes do acordo-quadro assinado na semana passada com o objetivo de pôr fim ao conflito.
Trump tem enfrentado críticas internas ao acordo, inclusive por parte dos linha-dura de seu próprio Partido Republicano.
O presidente norte-americano negou que os Estados Unidos tenham transferido recursos ao Irã ou liberado ativos diretamente para o governo iraniano.
Segundo ele, parte dos fundos iranianos sob controle de Washington poderá ser utilizada para financiar compras de alimentos produzidos nos EUA.
“Vamos liberar parte do dinheiro deles, que é totalmente controlado por nós, para nossos fazendeiros e pecuaristas, para a compra de milho, trigo, soja e mais”, afirmou.
Trump acrescentou que os alimentos são “desesperadamente necessários” no Irã e que as aquisições serão feitas “exclusivamente dos Estados Unidos”.
Nos últimos dias, Trump tem defendido que um acordo com o Irã está avançando e argumentado que eventuais flexibilizações de sanções ou liberações de recursos devem ser direcionadas a compras humanitárias, especialmente de alimentos e medicamentos.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









