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Trump diz que Irã negou cobrança de pedágio em Ormuz e ameaça encerrar negociações

Presidente dos EUA disse que, caso essa informação se revele falsa, tratativas entre os dois países seriam interrompidas imediatamente

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump afirma que o Irã não está cobrando taxas de embarcações no estreito de Ormuz, mas ameaça encerrar negociações se a informação for falsa.
  • As negociações entre EUA e Irã incluem inspeções nucleares e incentivos financeiros, mas há divergências sobre os termos.
  • Trump nega transferência de recursos ao Irã, mas sugere que fundos iranianos controlados pelos EUA sejam usados para comprar alimentos americanos.
  • O presidente defende que o acordo com o Irã está avançando, com foco em compras humanitárias de alimentos e medicamentos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sentado em sua mesa no Salão Oval, o presidente Donald Trump está cercado por executivos e homens que usam terno. Ele mesmo usa uma vestimenta azul-marinho e uma longa gravata dourada.
Presidente negou que os Estados Unidos tenham transferido recursos ao Irã Reprodução / Record News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (24), que o Irã informou a Washington que não está cobrando pedágios, taxas de seguro ou qualquer outro encargo de embarcações que transitam pelo estreito de Ormuz.

Em publicação na Truth Social, o republicano disse que, caso essa informação se revele falsa, as negociações entre os dois países seriam interrompidas imediatamente.


A declaração ocorre em meio às tratativas entre Washington e Teerã e sucede afirmações anteriores de Trump de que o Irã teria aceitado futuras inspeções nucleares da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), versão contestada por autoridades iranianas.

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Os dois países, que encerraram na segunda-feira (22) a primeira rodada de negociações na Suíça, apresentaram versões contraditórias sobre os incentivos financeiros para o Irã, o controle do estreito de Ormuz e a guerra paralela de Israel no Líbano — todos aspectos importantes do acordo-quadro assinado na semana passada com o objetivo de pôr fim ao conflito.


Trump tem enfrentado críticas internas ao acordo, inclusive por parte dos linha-dura de seu próprio Partido Republicano.

O presidente norte-americano negou que os Estados Unidos tenham transferido recursos ao Irã ou liberado ativos diretamente para o governo iraniano.


Segundo ele, parte dos fundos iranianos sob controle de Washington poderá ser utilizada para financiar compras de alimentos produzidos nos EUA.

“Vamos liberar parte do dinheiro deles, que é totalmente controlado por nós, para nossos fazendeiros e pecuaristas, para a compra de milho, trigo, soja e mais”, afirmou.


Trump acrescentou que os alimentos são “desesperadamente necessários” no Irã e que as aquisições serão feitas “exclusivamente dos Estados Unidos”.

Nos últimos dias, Trump tem defendido que um acordo com o Irã está avançando e argumentado que eventuais flexibilizações de sanções ou liberações de recursos devem ser direcionadas a compras humanitárias, especialmente de alimentos e medicamentos.

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