Trump insiste que Rússia retirou parte de contingente da Venezuela
Presidente dos EUA afirma novamente que parte dos militares russos que estavam na Venezuela retornaram a seu país, mas empresa responsável nega
Internacional|Da EFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta segunda-feira (3) que a Rússia lhe garantiu já ter retirado da Venezuela a maior parte do contingente militar que tinha enviado ao país sul-americano.
"A Rússia nos informou que retirou a maior parte de seu pessoal da Venezuela", reiterou Trump em mensagem publicada no Twitter.
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As declarações do presidente americano contrariam as afirmações feitas pela estatal russa Rostec, que negou a saída dos especialistas da empresa da Venezuela.
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Ontem, o jornal "The Wall Street Journal" afirmou, citando uma fonte próxima ao Ministério de Defesa da Rússia, que o Kremlin tinha reduzido o contingente de especialistas da Rostec na Venezuela, passando de mil para "algumas poucas dezenas de pessoas".
A estatal russa, uma das maiores produtoras mundiais de armas, aviões, helicópteros e outros equipamentos militares, rebateu as informações publicadas pelo jornal e repetidas por Trump.
"Os números apresentados na matéria do 'The Wall Street Journal' com relação à presença de empregados da Rostec na Venezuela foram exagerados dezenas de vezes. A composição de nossa representação não muda há anos", disse a assessoria de imprensa da empresa em nota.
Segundo o "Journal", a retirada paulatina dos especialistas russos foi acelerada nos últimos meses devido ao término de contratos e às dificuldades do governo da Venezuela em pagar os serviços previstos nos acordos assinados entre as partes.
"Já que os venezuelanos não estão pagando, por que a Rostec deveria permanecer lá?", questionou a fonte ouvida pelo jornal.
A Rostec também questionou as informações e disse que os especialistas continuam sendo enviados ao país para fazer reparos e manutenção de equipamentos vendidos ao governo da Venezuela.
No fim de março, quando dois aviões com cerca de 100 militares russos pousaram perto de Caracas, o Kremlin disse que eles eram especialistas que realizavam trabalhos de manutenção de equipamentos fornecidos ao regime de Nicolás Maduro.
Na época, Trump afirmou que a Rússia tinha que sair da Venezuela. Funcionários do governo americano começaram a responsabilizar o país e Cuba pela permanência de Maduro no poder.
No entanto, após conversar por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, Trump contradisse seu próprio governo e disse que Putin não pensava em interferir na Venezuela.










