Trump não quer guerra com o Irã, diz secretário de Estado dos EUA
Segundo Mike Pompeo, presidente dos EUA não deseja conflito com Teerã, mas está pronto para agir caso o governo iraniano tomar uma 'má decisão'
Internacional|Da EFE

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse nesta terça-feira (18) que o presidente Donald Trump não quer uma guerra com o Irã, mas alertou que seu país está pronto se Teerã tomar uma "má decisão".
"Estamos lá para dissuadir a agressão. O presidente Trump não quer guerra", disse Pompeo à imprensa em Tampa, na Flórida, na saída de uma reunião no Comando Central (Centcom) dos EUA, responsável pelas operações militares no Oriente Médio.
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Este encontro acontece um dia depois de o secretário de Defesa interino dos EUA, Patrick Shanahan, aprovar o envio de 1.000 militares ao Oriente Médio com "propósitos defensivos" para "fazer frente a ameaças" do Irã a interesses americanos.
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O chefe da diplomacia dos EUA disse a jornalistas na Base da Força Aérea MacDill que a atual campanha de pressão que o país está exercendo sobre o Irã é "muito efetiva".
"Não são só dois anos e meio ou cinco anos. São 40 anos de atividade iraniana que levaram a este ponto", disse Pompeo, além de ressaltar que os EUA continuam e continuarão fazendo o "necessário para proteger os interesses americanos na região".
A tensão com o Irã aumentou desde que os EUA anunciaram em abril o fim das isenções sobre as compras de petróleo iraniano e continuou com a designação como terroristas dos Guardiões da Revolução e o aumento da presença militar americana no Oriente Médio.
Esses atritos voltaram a se intensificar nos últimos dias após o ataque a dois navios petroleiros no Golfo Pérsico, do qual os EUA acusaram o Irã, que, por sua vez, responsabilizou Washington e seus aliados na região.
Pompeo disse que um dos propósitos da sua reunião desta terça-feira no Centcom era garantir que uma "profunda coordenação" com o Departamento de Estado, pois é importante assegurar que os EUA podem responder se o Irã tomar uma "má decisão".
Neste sentido, o secretário de Estado indicou que os EUA estão prontos em relação a "qualquer ameaça" de Teerã e que sua intenção é trabalhar para convencer o Irã de que sua posição é "firme para evitar possíveis agressões na região" e que não continuem com o seu programa nuclear.
Pompeo analisou a atual situação no Oriente Médio com o responsável pelo Centcom, o tenente-general Kenneth McKenzie, e o comandante das forças especiais, o tenente-general Richard Clarke, com quem falou sobre táticas militares e sobre a decisão de enviar tropas adicionais.
O chefe do Pentágono afirmou na segunda-feira que o aumento de tropas na região, onde os EUA já têm 20 mil militares desdobrados, tem "propósitos defensivos" e insistiu que Washington "não quer um conflito com o Irã".
Shanahan disse que o envio de tropas foi um pedido do Centcom em consultas com a Casa Branca.











