Logo R7.com
RecordPlus

Trump pede ‘responsabilidade’, e Netanyahu diz que Israel permanecerá no Líbano

Presidente dos EUA sugeriu que a Síria deveria lidar com o Hezbollah em vez de Israel e condenou ataque a Beirute

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump mantém bom relacionamento com Netanyahu, mas cobra mais responsabilidade em relação ao Líbano.
  • Trump desaprova ataque a Beirute e sugere que a Síria lide com o Hezbollah.
  • Ministro do Irã afirma que a retirada de Israel é essencial para o fim da guerra no Líbano.
  • Israel não pretende se retirar de territórios ocupados, apesar do acordo de paz entre EUA e Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

President Donald J. Trump hosts a Rose Garden Club dinner in honor of Police Week in the White House Rose Garden, Monday, May 11, 2026. (Official White House Photo by Molly Riley)
Trump, no G7, disse que comunicou a Israel que não aprovava o ataque a Beirute Molly Riley/Official White House Photo - 11.5.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (16), que mantém um ótimo relacionamento com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mas que este precisa agir com mais responsabilidade em relação ao Líbano.

Israel mantém uma zona de segurança no sul do Líbano desde a ofensiva lançada contra o Hezbollah após os ataques do grupo apoiado pelo Irã ao norte do território israelense durante os primeiros dias da guerra.


Desde o início das negociações, Teerã defende que o fim da presença militar israelense na região seja uma condição para qualquer entendimento com Washington.

Veja Também

Trump, falando na cúpula do G7, disse que comunicou a Israel que não aprovava o ataque a Beirute e sugeriu que a Síria deveria lidar com o Hezbollah, em vez de Israel.


Também nesta terça, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o fim da guerra envolvendo o país inclui a retirada de Israel de áreas ocupadas no Líbano, segundo a TV estatal iraniana.

De acordo com a emissora, Araghchi fez o comentário em um briefing com diplomatas estrangeiros. A TV não exibiu as declarações em vídeo, mas as reproduziu em uma tarja na tela.


“O fim da guerra no Líbano é uma parte inseparável do fim completo da guerra”, teria dito Araghchi. “Sem a retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam durante esta guerra, a guerra não chegou totalmente ao fim.”

Ele acrescentou que novos ataques israelenses ao Líbano “serão considerados por nós uma violação do Memorando de Entendimento” com os EUA.


Israel diz que seguirá no Líbano

Netanyahu afirmou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano, apesar do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a escalada militar na região.

Segundo ele, Israel não participou das negociações conduzidas por Trump e continuará tomando decisões com base em seus próprios interesses de segurança.

Em entrevista coletiva na segunda-feira (15), Netanyahu disse que o Irã pressionou para que a retirada das forças israelenses do território libanês fosse incluída no acordo, mas que a exigência não foi aceita.

“O Irã queria que nos retirássemos de lá, mas isso não aconteceu. Sabe por que não aconteceu? ”Porque me mantive muito, muito firme”, afirmou.

O premiê reiterou que a principal preocupação de seu governo continua sendo impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. “Com um acordo ou sem um acordo, continuaremos fazendo o que for necessário para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá”, declarou.

Apesar das pressões, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, também afirmou que as tropas permanecerão no Líbano. A posição evidencia um dos pontos de divergência entre o governo de Netanyahu e a estratégia adotada por Trump para encerrar o conflito com o Irã.

Durante as negociações, o presidente americano chegou a demonstrar irritação com bombardeios israelenses em Beirute, alertando que novas ofensivas poderiam comprometer as conversas. Ainda assim, decidiu avançar com o acordo sem vincular sua implementação à retirada das forças israelenses do território libanês.

Armas nucleares

Ainda nesta terça-feira, Trump disse a jornalistas durante as reuniões do G7 na França que o memorando de entendimento com o Irã aponta claramente que o país não terá uma arma nuclear.

O presidente também disse que gosta da ideia de enviar o acordo com o Irã ao Congresso para revisão, uma solicitação de alguns parlamentares republicanos.

“Eu nunca pensei em enviar, nunca nem cogitei, mas vou enviar”, declarou Trump a repórteres. “Vou enviar ao Congresso. Gostei da ideia.”

O acordo EUA-Irã é um pacto para definir os detalhes nas próximas semanas.

“Acho que vai ser bem rápido”, disse Trump a repórteres sobre a próxima fase das negociações com o Irã, estipulada com um prazo de 60 dias.

“O Irã quer concluir o acordo. Eles precisam retomar as relações comerciais, e o relacionamento agora está normalizado, então acho que vai ser bem rápido”, afirmou Trump durante seu encontro com Mohamed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, à margem da cúpula do G7.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.