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Chanceler do Irã diz que fim da guerra inclui retirada de Israel do Líbano

De acordo com autoridades israelenses, Netanyahu informou a Trump que seu país não se retirará do território libanês

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, afirma que o fim da guerra inclui a retirada de Israel do Líbano.
  • Israel declara que não se retirará dos territórios ocupados no Líbano, Síria e Gaza.
  • O acordo provisório de paz entre Irã e EUA ainda não foi divulgado na íntegra.
  • Netanyahu informou a Trump que Israel não aceitará limitações em suas ações contra o Hezbollah.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Abbas Araghchi
'Fim da guerra no Líbano é uma parte inseparável do fim completo da guerra", disse o ministro Reprodução/Reuters - 27.11.2024

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou, nesta terça-feira (16), que o fim da guerra envolvendo o país inclui a retirada de Israel de áreas ocupadas no Líbano, segundo a TV estatal iraniana, após o anúncio de um acordo provisório de paz entre Irã e Estados Unidos.

De acordo com a emissora, Araghchi fez o comentário em um briefing com diplomatas estrangeiros. A TV não exibiu as declarações em vídeo, mas as reproduziu em uma tarja na tela.

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“O fim da guerra no Líbano é uma parte inseparável do fim completo da guerra”, teria dito Araghchi. “Sem a retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam durante esta guerra, a guerra não chegou totalmente ao fim.”

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Ele acrescentou que novos ataques israelenses ao Líbano “serão considerados por nós uma violação do Memorando de Entendimento” com os EUA.

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Ainda não está claro o conteúdo do acordo provisório, já que ele ainda não foi divulgado publicamente na íntegra.

Israel diz que não tem vínculo com acordo

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram que Israel não se retirará de nenhum território que tenha conquistado, após o anúncio do acordo de paz entre os EUA e o Irã, que prevê o fim das hostilidades, inclusive no Líbano.

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Ben-Gvir ressaltou ainda que Israel “ama” os EUA e é grato ao presidente Donald Trump, mas que Tel-Aviv não é “uma república de bananas”.

Segundo a ABC News, Katz declarou que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estão conduzindo “uma política clara”, segundo a qual as Forças de Defesa de Israel “permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza indefinidamente”.

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“A área será limpa de moradores locais e toda a infraestrutura terrorista, acima e abaixo do solo — incluindo as casas nas aldeias de contato que serviam como postos avançados terroristas — será destruída”, disse Katz.

Ação contra o Hezbollah

Netanyahu ainda não comentou o entendimento anunciado entre EUA e Irã, mas o jornal israelense Ynet Global afirmou, citando fontes, que o premiê disse a Trump que Israel não se considera vinculado à cláusula relativa ao Líbano no acordo com o Irã, deixando claro que não aceitará nenhum entendimento que limite sua liberdade de agir contra o Hezbollah.

De acordo com autoridades israelenses, Netanyahu também informou a Trump que Israel não se retirará do Líbano.

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