Trump proíbe funcionários da "Univisión" de utilizar seu campo de golfe
Internacional|Do R7
Miami, 26 jun (EFE).- O pré-candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu nesta sexta-feira os funcionários da "Univisión" de utilizar um complexo turístico e campo de golfe de sua propriedade localizado em Miami e vizinho da sede desta emissora hispânica, que ontem rompeu relações comerciais com a organização do magnata imobiliário. O republicano anunciou sua decisão em carta enviada ao presidente da "Univisión", Randy Falco, na qual também critica que o jornalista desta emissora, Jorge Ramos, tenha lhe solicitado uma entrevista após criticá-lo por seus comentários sobre os mexicanos. "Por favor, leve em conta que em nenhum caso qualquer funcionário ou representante da 'Univision' tem permissão de utilizar o Trump National Doral, em Miami, seus campos de golfe ou qualquer de suas instalações", afirma o pré-candidato republicano em sua carta. Trump é dono de deste complexo turístico na cidade de Doral, na divisa com Miami, onde também está a sede da emissora hispânica, que anunciou ontem sua ruptura com a Trump Organization por considerar "ofensivos" os comentários do magnata contra os mexicanos. O magnata afirmou em seu discurso de lançamento de candidatura que "quando o México envia (os EUA) sua gente, não envia os melhores. Envia pessoas que têm muitos problemas, que trazem drogas, crime, são estupradores", embora depois tenha afirmado que "alguns deles são boas pessoas". A "Univisión" pôs nesta quinta-feira um fim em sua relação comercial com Trump para a transmissão de concursos de beleza, entre eles o concurso Miss EUA do próximo dia 12 de julho, ao assegurar que não trabalhará "em nenhum outro projeto associado à Trump Organization". O magnata, por sua parte, anunciou ontem que processará a "Univisión" por descumprimento de contrato e destacou em seu conta no Twitter que a emissora "quer retirar-se do contrato do Miss Universo porque expus os terríveis acordos comerciais que os Estados Unidos fazem com o México". Trump pediu hoje na carta a Falco que felicite o governo mexicano por ter feito "tão destacados acordos comerciais com os Estados Unidos" e prometeu que, se for eleito presidente, trará de volta os empregos ao país e criará "uma verdadeira fronteira". EFE ims/rsd









