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Tsipras diz que postura grega sobre refugiados coincide com Alemanha e França

Internacional|Do R7

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Atenas, 7 set (EFE).- O líder do partido esquerdista grego Syriza, Alexis Tsipras, afirmou nesta segunda-feira que a postura da Grécia sobre a crise de refugiados "é muito mais próxima" à resposta dada por Alemanha e França do que as de outros países europeus. "Tenho que dizer que a postura da Alemanha, assim como a da França, é muito mais próxima às posições gregas do que a de outros membros que consideram a solidariedade como algo oferecido 'à la carte'", disse Tsipras em entrevista coletiva na cidade de Salonica, no norte da Grécia, onde ontem apresentou seu programa eleitoral. O ex-primeiro-ministro explicou que na última vez que discutiu o tema com a chanceler Angela Merkel, a alemã disse que seu país previa a chegada de 800 mil refugiados até o fim do ano e que no momento já há cerca de 750 mil pessoas. "É preciso admitir que pagamos o custo de uma política externa europeia sem rumo", sustentou. Tsipras defendeu a gestão grega da crise migratória ao argumentar que o governo criou um Ministério de Imigração, que conseguiu com o apoio da Itália a realização de duas cúpulas europeias sobre o assunto e fretou uma embarcação para a mudança dos refugiados das ilhas ao porto de Pireo. Perguntado se o governo interino de Vasiliki Zanu está administrando melhor a crise humanitária, Tsipras afirmou que o atual Executivo está aplicando a política elaborada pela gestão anterior. A Comissão Europeia anunciou na semana passada que a Grécia poderá receber uma primeira remessa de ajuda imediata avaliada em 33 milhões de euros assim que for criada a autoridade encarregada de tramitar os fundos, o que ainda não ocorreu. As ilhas gregas do mar Egeu como Lesbos, Kos, Samos e Quios estão lotadas devido à chegada em massa de refugiados diariamente, devido à proximidade com o litoral da Turquia. Milhares de pessoas aguardam no local para embarcar rumo a Atenas, para continuar a viagem até a Macedônia, atravessar Sérvia e Hungria e chegar, através da Áustria, à Alemanha e outros países do centro e do norte da Europa. EFE rc/vnm

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