Turquia detém 17 soldados acusados de terrorismo e conspiração contra o governo
Militares foram capturados na última terça-feira
Internacional|Do R7
Um tribunal de Istambul determinou a prisão preventiva de 17 militares acusados de fazer parte de uma organização terrorista e conspirar contra o governo, informou nesta sexta-feira a emissora local "NTV".
A promotoria da Turquia tinha pedido inicialmente a prisão para 32 soldados por "espionagem, escutas ilegais, falsificação de documentos, criação e manutenção de uma organização terrorista, tentativa de derrubar o governo e conspiração", mas o tribunal só aceitou as denúncias contra 17 acusados.
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Os soldados, membros da Gendarmaria (um corpo policial militarizado), foram detidos há três dias por terem tentado criar uma percepção pública de que importantes funcionários do governo do presidente Recep Tayyip Erdogan tinham ligação com grupo terrorista Salam Tawhid, apoiado pelo Irã.
Eles teriam promovido uma busca ilegal em um caminhão turco que se dirigia à Síria em janeiro do ano passado, sob a suspeita de transportava armas. O Ministério do Interior da Turquia cancelou a operação, afirmando que o veículo levava apenas ajuda humanitária e que era escoltado por agentes do serviço secreto.
A operação de busca ilegal seria uma tentativa de derrubar o governo promovida por membros do "Estado Paralelo", nome dado pelo Executivo turco aos simpatizantes do exilado Fethullah Gülen. Centenas de policiais, promotores e juízes foram presos, cassados ou transferidos dentro da operação, iniciada no início de 2014, contra Gülen, acusado de utilizar seus seguidores dentro das instituições estatais para derrubar o presidente Erdogan.
A confraria "gülenista", aliada do governo até 2013, foi considerada nesta semana, pela primeira vez, como "organização terrorista" nas acusações da promotoria.













