Unicef: 28 mil crianças estrangeiras estão retidas na Síria
Mais de 80% têm menos de 12 anos e metade delas têm menos de cinco. Elas estão em campos depois do aumento da violência na região
Internacional|Da EFE

Cerca de 28 mil crianças de 60 países continuam retidas no nordeste da Síria, a maioria em campos de deslocados, devido à escalada da violência depois que a Turquia lançou uma ofensiva na região em outubro, denunciou nesta segunda-feira (4) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O aumento da violência no nordeste da Síria representa "uma nova urgência para que os governos repatriem as crianças extrangeiras na região antes que seja tarde demais", declarou em comunicado a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore.
"Sabemos que pelo menos 17 países já repatriaram mais de 650 crianças", disse Fore, incentivando os países a hospedá-las "para que sejam devidamente tratadas e protegidas contra violência e abuso".
Leia também

ONG: 61 crianças morreram no norte da Síria em dois meses

Canadá: Sete crianças refugiadas sírias morrem em incêndio

Pesquisa aponta que 1 em cada 5 crianças vivem em meio à guerra

Síria: crianças morrem por precárias condições em campo de refugiados

Unicef alerta para risco de 2 mil crianças sírias refugiadas morrerem de fome
Segundo estimativas do Unicef, dessas 28 mil crianças, cerca de 20 mil são do Iraque e encontram-se em campos de deslocados no nordeste da Síria, em territórios sob o controle da autoproclamada administração curda. Além disso, mais de 80% dessas crianças têm menos de 12 anos e metade delas têm menos de cinco.
A chefe regional de comunicação da organização, Juliette Touma, disse por telefone à Agência Efe que, além das crianças iraquianas, o resto vem de 60 países, incluindo 15 países europeus.
Touma assinalou que a maioria dos menores se encontra atualmente no campo de Al Hol, na província de Al Hasaka, no norte do país, onde a maioria dos civis que estava nos últimos territórios controlados pelo Estado Islâmico (EI) foram levados quando o grupo jihadista desmoronou em março.
De acordo com Touma, o Unicef fornece água e produtos médicos. Ela não quis ligar diretamente essas crianças às famílias dos combatentes do EI e explicou que o Unicef diz que essas crianças estiveram "em áreas previamente controladas por grupos armados", sem nomeá-las.
O Unicef também informou que "centenas de milhares" de crianças sírias permanecem presas em campos de detenção e deslocadas nesta região do país, incluindo 40 mil que foram recentemente forçadas a deixar as casas em que morevam por causa da ofensiva turca.









