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Unicef acusa Al Qaeda de explorar sexualmente crianças no Iêmen

Combatentes pagaram até R$ 11 mil às famílias para casar com suas filhas

Internacional|Do R7

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O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) acusou a Al Qaeda de explorar sexualmente crianças no Iêmen, citando casos recentes no sul do país, em um relatório publicado nesta terça-feira (17) em Sana.

A Unicef indica que o braço da rede terrorista no Iêmen, a Aqpa (Al Qaeda na Península Arábica), forçou em 2012 cerca de 100 jovens iemenitas, alguns com menos de 13 anos, a se casar com combatentes na província de Abyane (sul).

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A rede extremista controlou durante parte do ano de 2012 esta província localizada ao norte de Aden.

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O relatório ressalta "que as meninas e os meninos foram expostos à violência sexual em situações de conflito no Iêmen".

"Uma das formas desta violência é o casamento forçado que atinge uma centena de meninas apenas na província de Abyane, em que participaram líderes e combatentes" da Aqpa, escreve a organização.

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"Sete casos de casamento forçados envolvendo meninas com menos de 13 anos foram registrados", acrescenta.

Além disso, "duas meninas foram dadas de presente" a membros da rede por seus irmãos que se juntaram à Aqpa.

Em outros casos, combatentes pagaram até R$ 11 mil (5.000 dólares) às famílias para casar com suas filhas.

A maioria das meninas casadas à força em Abyane, entre as quais algumas tiveram filhos, foram abandonadas por seus maridos que fugiram da região em junho de 2012, após ação do Exército.

A Unicef destaca a dificuldade de verificar os casos de exploração sexual de meninos recrutados pela Al-Qaeda, mas indica ter contabilizado três casos em 2012.

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