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Uribe pede que promotoria investigue as contas da campanha de Santos

Internacional|Do R7

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Bogotá, 8 mai (EFE).- O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe disse nesta quinta-feira que a promotoria deve investigar a "hipótese" de que J.J Rendón, ex-assessor de propaganda da campanha do presidente Juan Manuel Santos, tenha entregado US$ 2 milhões para pagar dívidas das eleições de 2010. "Que a promotoria investigue se o senhor J.J Rendón entregou uma soma fabulosa com a qual manejava as contas da campanha do presidente Santos para saldar dívidas de 2010", disse Uribe em uma entrevista à "W Rádio". Rendón, um publicitário venezuelano que trabalhou na campanha presidencial de Santos de 2010 e na atual para a reeleição, renunciou na segunda-feira ao cargo de estrategista de propaganda depois que a imprensa publicou que em 2011 ele manteve contatos com um narcotraficante. Segundo o jornal "El Espectador" e o colunista Daniel Coronell, da revista "Semana", o chefão Javier Antonio Calle Serna, conhecido como "Comba", atualmente preso nos EUA, disse à promotoria que cerca de quatro narcotraficantes pagaram US$ 12 milhões a Rendón para que fosse intermediário perante o governo em um plano de entrega à justiça que finalmente não se concretizou. "Pessoas próximas ao presidente Santos disseram que a campanha de 2010 custou muito mais do que permitiam os 'amortecedores' e que nesta está ocorrendo o mesmo", acrescentou o ex-presidente. Uribe, que admitiu não ter provas, disse que recebeu ontem a informação de "pessoas sérias" da suposta contribuição de Rendón às contas da campanha de Santos e assegurou que se a Promotoria ou qualquer outra autoridade investigar o caso, dará os nomes de suas fontes para que sejam chamadas a depor. O ex-presidente disse que se a "hipótese" for confirmada, a Promotoria deve averiguar "de onde saíram esses US$ 2 milhões". "Presentear com US$ 2 milhões quando se recebeu um suborno de US$ 12 milhões não dói", manifestou a Uribe, que governou entre 2002 e 2010. O presidente Santos disse hoje na mesma emissora que se Rendón e Germán Chica, outro antigo assessor seu, receberam dinheiro dos narcotraficantes para promover um processo de desmobilização devem ser submetidos à Justiça. "Ambos disseram que não receberam um só peso", afirmou Santos ao reconhecer que "não é fácil tirar uma quantia dessa natureza da máfia". Santos acrescentou que "se alguém chegou a receber um só centavo, que seja submetido à Justiça e que a Justiça o condene. Não tenho nenhum tipo de contemplação com nenhum corrupto ou pessoa que esteja na ilegalidade". O Centro Democrático, criado por Uribe, também está envolvido em um escândalo de intercepções ilegais que supostamente tinha como objetivo "sabotar" o processo de paz. A Promotoria deteve ontem um hacker que trabalhava em assuntos publicitários da campanha presidencial desse movimento. Santos buscará um segundo mandato nas eleições de 25 de maio como candidato da coalizão União Nacional, formada por seu Partido do U, o Liberal e Mudança Radical. Os outros candidatos são Óscar Iván Zuluaga, do movimento uribista Centro Democrático; Enrique Peñalosa, da Aliança Verde; Clara López, do esquerdista Pólo Democrático Alternativo (PDA), e Marta Lucía Ramírez, do Partido Conservador. EFE joc/ff

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