Uruguai não acolherá mais presos de Guantánamo, diz chanceler
Internacional|Do R7
Montevidéu, 23 mar (EFE).- O chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, disse nesta segunda-feira que "é definitivo" que seu país não receberá mais presos de Guantánamo, como fez o governo anterior de José Mujica, que recebeu como refugiados seis réus da prisão americana. Em entrevista para a imprensa, Nin Novoa se pronunciou sobre o tema ao responder se o governo de Tabaré Vázquez, no poder desde 1º de março, deve concretizar algum dos pedidos realizados pelos ex-detentos refugiados no país, que recentemente solicitaram à prefeitura de Montevidéu um terreno para construir uma mesquita. "Estamos estudando. O que é certo é que não receberemos mais presos de Guantánamo. Isso é definitivo", afirmou. A chegada dos seis homens contra os quais nunca foram apresentadas acusações e considerados de baixo risco, aconteceu no dia 7 de dezembro e respondeu ao compromisso de Mujica de colaborar com Obama no programa de fechamento de Guantánamo, a penitenciária para acusados de terrorismo situada na base que os Estados Unidos mantêm em território cubano. "Oferecemos nossa hospitalidade para seres humanos que sofriam um sequestro atroz em Guantánamo. A razão inevitável, é humanitária", argumentou Mujica dois dias antes da chegada dos refugiados - quatro sírios, um tunisiano e um palestino -, uma medida que foi duramente criticada pela oposição. Na semana passada, o presidente Barack Obama disse que deveria ter fechado Guantánamo assim que chegou à Casa Branca, em 2009, quando parecia haver um consenso com a oposição republicana sobre o seu fechamento. Seu governo trabalha contra o tempo para fechar o centro de detenção nos dois anos que restam para o democrata na Casa Branca, mas enfrenta a ferrenha oposição dos republicanos, que assumiram o controle absoluto do Congresso após as eleições legislativas de novembro. EFE rgm-rfg/rpr









