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Venezuela condena ultimato feito pelo Mercosul

Bloco deu até o dia 1º de dezembro para que Caracas se adeque ao requisitos como estado-membro

Internacional|Do R7

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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfrenta uma crise econômica e política no país
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfrenta uma crise econômica e política no país

A Venezuela condenou nesta quarta-feira (14) uma decisão que pode levar a sua suspensão do Mercosul, com o país de esquerda em grave crise ficando cada vez mais isolado na América do Sul.

A Venezuela está no centro de uma disputa sobre a presidência rotativa do Mercosul e perdeu força no bloco que já foi firmemente de esquerda.


Os membros fundadores do Mercosul deram até 1° de dezembro para a Venezuela cumprir os requerimentos de membro do bloco ou ser suspensa do grupo, informou Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que como diversos outros países da região, deu uma recente guinada à direita.

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"Tentar destruir o Mercosul via artifícios ilegais é um reflexo da política intolerante e o desespero dos burocratas", disse a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em publicação no Twitter.


Todos os membros do Mercosul, a não ser o Uruguai, bloquearam a Venezuela de assumir a presidência rotativa em junho, acusando o país de falhar em incorporar um acordo econômico conjunto e se comprometer a proteger os direitos humanos.

O Ministério da Relações Exteriores brasileiro informou em comunicado na terça-feira (13) que o ultimato à Venezuela foi feito para "preservar e fortalecer o Mercosul".


A disputa pela liderança atrasou operações cotidianas do Mercosul e negociações comerciais com outros países, forçando o Uruguai a aceitar uma postura mais firme contra a Venezuela, disse uma autoridade brasileira com conhecimentos do assunto.

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