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Veredicto de caso Manning será anunciado nesta terça

Internacional|Do R7

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Washington, 29 jul (EFE).- O veredicto do soldado americano Bradley Manning, acusado de vazar milhares de documentos confidenciais ao Wikileaks, vai ser divulgado amanhã à tarde pela juíza da corte marcial na base militar de Fort Meade, próxima à cidade de Baltimore, nos Estados Unidos A coronel Denise Lind delibera sobre o caso desde sexta-feira, depois de concluídas as alegações finais da defesa e da acusação após sete semanas de audiência. A juíza deverá decidir se Manning é culpado de espionagem e ajuda ao inimigo, assim como de outras 20 acusações. A acusação de "ajuda ao inimigo" pode ser punida com prisão perpétua. Manning, que admitiu ter vazado grandes quantidades de documentos confidenciais para o Wikileaks, foi detido em 2010, quando ainda prestava serviço no Iraque, e passou mais de 1.100 dias em prisão preventiva antes do início do julgamento, em junho. A responsabilidade de Lind, militar de 53 anos, é interpretar um caso que pode estabelecer os fundamentos sobre o que pode ser considerado "ajuda ao inimigo" ou se aproximar mais do governo americano na tentativa de perseguir judicialmente o Wikileaks e seu fundador, Julian Assange, apresentado no tribunal como um cúmplice. A defesa alegou que a intenção de Manning era fazer o mundo conhecer as injustiças da guerra a partir da divulgação de dados dos conflitos do Afeganistão e Iraque e revelar a exploração que os Estados Unidos fazem do terceiro mundo quando decidiu vazar milhares de correspondências diplomáticas. Lind também vai abrir a jurisprudência sobre se o vazamento de dados a uma organização como o Wikileaks, que publicou todo o conteúdo fornecido por Manning sem edição e acessível a qualquer um, é equivalente a dar essa informação a veículos de comunicação tradicionais como o "New York Times" ou o "Washington Post", em que a acusação de "ajuda ao inimigo" não se sustentaria. Manning aceitou se declarar culpado de metade das acusações que é acusado, os menos graves e com penas máximas de 20 anos, e a defesa tentou três vezes, sem sucesso, que fosse retirada a queixa de "ajuda ao inimigo". EFE rg/cd/id

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