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Veterano líder tribal é eleito presidente do Parlamento da Jordânia

Internacional|Do R7

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Amã, 10 fev (EFE).- O veterano deputado e líder tribal Saad Srur foi eleito neste domingo presidente da câmara baixa do Parlamento da Jordânia ao vencer o segundo turno da votação. Srur, que já ocupou no passado o posto de presidente da câmara, derrotou na votação Mohammed al Hajj, secretário-geral do Partido Islâmico Al Wasat. O líder tribal obteve 80 votos contra 62 de Hajj, que tinha vendido no primeiro turno, quando quatro candidatos estavam disputando. O Al Wasat conseguiu 18 cadeiras na câmara baixa, enquanto o Srur foi eleito como candidato independente por uma província beduína do norte do país. Fontes parlamentares explicaram à Agência Efe que a vitória no segundo turno de Srur ocorreu pois os deputados ligados às regiões tribais optaram por ele. Hajj disse recentemente à Agência Efe eque seu partido esperava conquistar a presidência do Parlamento e também o cargo de primeiro-ministro. Durante a inauguração da nova legislatura, o rei da Jordânia, Abdullah II, pediu aos deputados que revisassem a polêmica lei eleitoral, que levou parte da oposição a boicotar as eleições de 23 de janeiro. O braço político da Irmandade Muçulmana, Frente de Ação Islâmica (FAI), e vários partidos aliados de tendência esquerdista e pan-arabista não participaram da votação ao considerarem que a lei eleitoral impede a formação de um Parlamento capaz de realizar reformas reais. Além disso, o FAI e seus aliados protestavam pelo que consideram prerrogativas excessivas nas mãos do monarca, como seu poder para designar os primeiros-ministros. O rei prometeu hoje continuar as reformas para assegurar que "a nação se transforme na fonte dos poderes", assim como consultar a câmara e os blocos parlamentares antes de designar o novo chefe de governo. Após a eleição do presidente do Parlamento, o passo seguinte será escolher um primeiro-ministro, que deverá enfrentar uma grave situação econômica e lidar com um frágil apoio parlamentar, pois a fragmentação do voto no país dificulta a formação de maiorias. EFE ajm/dk

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