Logo R7.com
RecordPlus

Vice-ministro russo se reúne com Assad para tratar plano sobre armas químicas

Internacional|Do R7

  • Google News

Moscou, 18 set (EFE).- O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, se reunirá nesta quarta-feira com o presidente da Síria, Bashar al Assad, em Damasco, onde ontem solicitou que o regime sírio apresentasse, sem falta, as informações sobre seu arsenal químico, tal como prevê o plano russo-americano para a eliminação dessas armas da Síria. "Explicamos à Síria detalhes dos acordos conseguidos pelos ministros das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov e americano, John Kerry, em Genebra, e respondemos a algumas questões que nos fizeram", disse o vice-ministro à agência russa "Interfax", sobre o primeiro dia de reuniões em Damasco. "E pedimos, especialmente, que apresentem todos os dados, de modo pontual e direto, relativos ao seu arsenal químico para a Organização para a Proibição de Armas Químicas, e destacamos o papel central que esse aspecto tem no processo para o desmantelamento das armas da Síria", acrescentou. Segundo Ryabkov, o primeiro dia das negociações entre os especialistas do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e as autoridades sírias, lideradas por seu chanceler, Walid Muallem, foi "produtivo". O vice-ministro russo disse que hoje que vai ter "as reuniões mais importantes" na capital síria. Segundo o embaixador da Síria em Moscou, Riad Haddad, Ryabkov se reunirá com o presidente Assad. Por outro lado, Ryabkov reiterou a posição russa de que as tentativas dos países ocidentais para uma resolução no Conselho de Segurança baseada no capítulo 7 da Carta das Nações Unidas não têm fundamento. "Nossos parceiros ocidentais, inclusive EUA, França, Reino Unido, assim como a Secretaria-Geral da ONU, não têm fundamentos para falar sobre uma resolução no Conselho de Segurança referida ao capítulo 7. Só podem surgir estes fundamentos se o Conselho de Segurança constatar casos, ou algum caso, de descumprimento das obrigações assumidas no regime da Convenção sobre Armas Químicas", afirmou Ryabkov. A Rússia mantém que não foi o regime de Bashar al Assad o responsável pelo uso de armas químicas no dia 21 de agosto em Guta, perto de Damasco, onde morreram mais de 1,4 mil pessoas. Ontem, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, após uma reunião em Moscou com seu colega francês, Laurent Fabius, insistiu que o ocorrido foi uma "provocação" para tentar uma intervenção externa no conflito sírio, e disse que a Rússia tem provas disso. Os Estados Unidos acusaram Lavrov de "nadar contra a corrente" dos fatos ao manter que foi a oposição armada ao regime sírio que desencadeou o ataque químico de 21 de agosto. A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, afirmou ontem à noite que "vimos os comentários de Lavrov. Ele está nadando contra a corrente da opinião pública internacional, mas acima de tudo, dos fatos". EFE vh/rpr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.