Vice-primeiro-ministro do governo egípcio renuncia
Internacional|Do R7
Cairo, 27 jan (EFE).- O vice-primeiro-ministro do Egito e titular da pasta de Cooperação Internacional, Ziad Bahaa-Eldin, anunciou nesta segunda-feira que apresentou sua renúncia ao chefe do governo do seu país, Hazem al Beblawi. Em carta a Beblaui divulgada hoje através de sua página oficial no Facebook, o vice-primeiro-ministro considera que seu papel no próximo período da transição "será mais coerente e eficaz na ação política de partido e na ação jurídica". O anúncio da renúncia do político social-democrata coincide com o sinal verde que o Exército deu ao chefe das Forças Armadas, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, para concorrer como candidato às próximas eleições presidenciais, que acontecerão nos próximos meses. No entanto, em seu escrito de renúncia, datado de 23 de janeiro, Bahaa-Eldin não vincula sua renúncia a qualquer circunstância concreta. "Como começamos um novo período no qual o país se prepara para eleições consecutivas e para completar o roteiro, peço que aceite minha renúncia do cargo de vice-primeiro-ministro e ministro de Cooperação Internacional", escreve Bahaa-Eldin. "Vejo, portanto, que meu papel no próximo período será mais coerente e eficaz na ação política de partido e na ação jurídica", insiste ele, que é advogado de profissão. O porta-voz do governo egípcio, Hani Salah, informou à agência oficial "Mena" que Bahaa-Eldin "reiterou hoje sua renúncia", e acrescentou que o primeiro-ministro ainda não se pronunciou sobre o fato. Bahaa-Eldin faz parte da facção mais moderada, conhecida como "pombas", dentro do novo "establishment" egípcio, surgido após a derrocada militar do presidente islamita Mohammed Mursi em julho do ano passado. Seu nome soou forte como candidato à chefia de governo após o golpe, embora tenha sido vetado em última instância pelo partido salafista Al Nour. O Egito realizará as eleições presidenciais e, posteriormente, parlamentares nos próximos seis meses como parte do roteiro traçado pelo Exército após tirar Mursi do poder. EFE er-ms/cdr








