Vice-primeiro-ministro garante que não existe uma versão russa de Snowden
Internacional|Do R7
Moscou, 29 jul (EFE).- O vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Rogozin, afirmou nesta segunda-feira que tem certeza que em seu país não poderia ocorrer um caso como o protagonizado pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, quando um simples engenheiro divulgou informações secretas. "Em nosso país o trabalho está organizado de outra maneira. Contamos com uma comissão de controle técnico, com um serviço federal de exportação. Estes assuntos estão permanentemente no foco da atenção", disse Rogozin, citado pela agência "Interfax", após uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo o vice-primeiro-ministro, as revelações de Snowden, que divulgou uma trama de espionagem em massa das comunicações pelos serviços secretos americanos, não foi uma novidade para os técnicos russos. "É uma verdade que já sabíamos por outras fontes, uma verdade que nos obriga a trabalhar ativamente para criar de maneira acelerada nossos próprios componentes eletrônicos", disse Rogozin. O vice-primeiro-ministro insistiu que a Rússia não está desprotegida, mas que poderia estar "se dependesse inteiramente da compra de equipamentos e componentes eletrônicos de outros países". Por isso, acrescentou que o desenvolvimento da indústria eletrônica e de informática é um "assunto de segurança nacional". Snowden está há mais de um mês no aeroporto de Sheremetievo em Moscou, desde que aterrissou em 23 de junho vindo de um voo de Hong Kong, sem poder entrar no território russo nem ir para outro país, já que os EUA, onde é requerido judicialmente, cancelou todos os seus documentos. Na sexta-feira passada, Vladimir Voloj, membro do conselho consultivo do Serviço Federal de Migração da Rússia (SFM), declarou que o ex-técnico da CIA poderia permanecer em Sheremetievo por até seis meses, o prazo máximo no qual as autoridades devem resolver se concedem ou não asilo temporário para Snowden. Na semana passada circularam informações de que o ex-técnico da CIA sairia do aeroporto após ter recebido uma confirmação de sua solicitação de asilo temporário, mas o jovem, de 30 anos, continua preso na zona de trânsito do aeroporto. Seu assessor legal na Rússia, Anatoli Kucherena, afirmou que esse documento "pode ser entregue a qualquer momento" e que sua solicitação está sendo estudada pelo SFM. O advogado também disse que Snowden lhe contou que sua intenção atual é permanecer na Rússia, apesar da oferta de asilo político permanente de três países latino-americanos: Venezuela, Nicarágua e Bolívia. EFE bsi/rpr









