Vídeo mostra a trajetória política de Evo Morales, ex-presidente da Bolívia
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Internacional|Do R7
Líder sindical dos agricultores que cultivam a planta de Coca, Juan Evo Morales Ayma, renunciou à presidência na Bolívia neste domingo (10) após protestos pedirem que ele deixasse o posto que ocupava dede 2006.
“Ensinos fundamental e médio abandonados. Teremos um presidente para essa classe de estudantes”, disse Morales a apoiadores durante sua primeira campanha presidencial, anos após deixar o Congresso por uma acusação de terrorismo.
Em sua passagem pelo Congresso boliviano, Morales defendeu a democracia no país. " Chegou a hora de recuperar nossos hidrocarbonetos e todos os recursos naturais, renováveis ou não renováveis", afirmou.
Como líder socialista, contou com o apoio de aliados em 2005 para chegar ao poder na Bolívia. Após assumir, ele pediu respeito das empresas petrolíferas à dignidade dos bolivianos. “Se você não demonstrar respeito, faremos você nos respeitar à força, porque se trata de respeitar os direitos de um país”, esbravejou.
Durante sua passagem pelo cargo, Morales se relacionou com líderes da direita e da esquerdam, tais como os ex-presidentes Raul Castro (Cuba) e Rafael Correa (Equador). Ele, no entanto, reduziu as relações do país com os Estados Unidos.
"A decisão do presidente Morales de diminuir o nível de nossas relações bilaterais constitui um erro grave", avaliou o então embaixador norte-americano na Bolívia, Philip Goldberg.
Em 2009, Morales promulgou uma nova Constituição na Bolívia. “[Estamos] promulgando a nova constituição política do estado boliviano, a aplicação do estado unitário e plurinacional”, anunciou ele, que foi ovacionado pelos indígenas.
Neste ano, os atos de apoio se tornaram manifestações contrárias ao governo de Morales já nas vésperas das eleições que o manteve no poder até ele aceitar neste domingo (10) uma recomendação da OEA (Organização dos Estados Americanos) e convocar um novo pleito horas antes de renunciar ao cargo.














