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Vítimas de Ariel Castro vão contar seus dias de cativeiro em um livro

Duas das três jovens que viveram em cárcere por uma década relataram sua história

Internacional|, com R7

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Ariel Castro foi condenado a mais de 1.000 anos de prisão, mas se enforcou
Ariel Castro foi condenado a mais de 1.000 anos de prisão, mas se enforcou AARON JOSEFCZYK/REUTERS

Amanda Berry e Gina DeJesús, duas das três jovens que foram mantidas em cárcere privado durante uma década por Ariel Castro na cidade de Cleveland (Ohio, EUA), vão relatar a história de seu cativeiro em um livro escrito por uma jornalista, anunciou na segunda-feira (21) o advogado das duas.

Amanda e Gina, que foram sequestradas junto com Michelle Knight, forneceram poucos detalhes até o momento sobre a vida na casa de Castro, mas recentemente decidiram permitir que uma jornalista do "Washington Post" e ganhadora do prêmio Pulitzer, Mary Jordan, as entreviste para depois escrever sua história.


"Muitos contaram, e continuam contando, esta história de forma imprecisa e fora do controle destas jovens", escreveu o advogado de ambas, James R. Wooley, em comunicado citado pela emissora "NBC News".

— Gina, Amanda e suas famílias decidiram e agora estão interessadas em contar a história do que aconteceu.


Por outro lado, Michelle preferiu relatar sua experiência na televisão e recentemente foi entrevistada por Phil McGraw, apresentador do famoso programa "Dr. Phil".

A entrevista vai ao ar em novembro e nela Michelle descreve a década que passou em cativeiro de forma "comovente", em que assegura que era "a mais odiada da casa e que sofreu a maior parte dos abusos por parte de Castro", disse McGraw ao jornal "Cleveland Plain Dealer".


Castro, de 53 anos e de origem porto-riquenha, foi sentenciado em agosto à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional e mais outros mil anos na prisão, mas foi encontrado morto em sua cela pouco tempo depois. A necropsia confirmou suicídio por enforcamento.

As três vítimas de Castro, Amanda, de 27 anos; Gina, de 23, e Michelle, de 32, conseguiram escapar do cativeiro em maio e voltaram a viver com suas famílias.


Amanda teve uma filha com Castro e, segundo um relatório policial, este não só obrigou Michelle a ajudar no parto, mas a ameaçou de morte se o bebê, que deixou de respirar por um momento, morresse. Michelle salvou a vida do bebê, hoje uma menina de 6 anos, com a ajuda de respiração boca a boca.

Ariel Castro, condenado a mais de mil anos de prisão por sequestrar, estuprar e manter em cativeiro três mulheres por cerca de uma década, na cidade norte-americana de Cleveland, pode ter morrido durante um ato sexual que consiste em limitar o fluxo de oxigênio no cérebro para aumentar o prazer do orgasmo.

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