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Viúvo da paquistanesa apedrejada diz que matou sua primeira mulher

O homem afirmou que estrangulou ex-mulher para ficar com Farzaba Parveen

Internacional|Do R7

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No Paquistão, a justiça permite que um assassino pague um preço à família do morto para não ter que cumprir pena
No Paquistão, a justiça permite que um assassino pague um preço à família do morto para não ter que cumprir pena

O viúvo da paquistanesa grávida Farzaba Parveen, morta por apedrejamento de sua família por ter decidido casar-se com ele, afirmou nesta quinta-feira (29) à AFP que matou sua primeira esposa.

"Estava apaixonado por Farzana e matei minha primeira mulher por causa desse amor", declarou Mohamad Iqbal, explicando ainda que estrangulou a primeira esposa.


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Iqbal contou que não teve de cumprir com sua pena de prisão, depois que seu filho o denunciou o assassinato. A polícia, no entanto, o perdoou pelo crime.

Controvertidas leis vigentes no Paquistão permitem, por exemplo, ao autor de um homicídio propor indenização financeira (chamado "preço do sangue) à família da vítima para não ter que cumprir com a pena.


Na véspera, marido de Farzaa prometeu que iria lutar para que se faça justiça no caso do apedrejamento.

Farzana Iqbal, de 25 anos, foi atacada em frente ao tribunal de Lahore por mais de 12 pessoas, incluindo seu pai e seu irmão, informou o investigador Rana Akhtar à AFP.


Ela havia comparecido ao tribunal para defender seu marido contra as alegações, feitas por sua família, de que ele a havia sequestrado e obrigado a se casar com ele.

Segundo Akhtar, entre 28 e 30 pessoas atacaram a jovem.

Muhammad Iqbal, de 45 anos, afirmou que vai recorrer as autoridades em busca de justiça. Disse ainda que ele e sua esposa eram ameaçados desde que se casaram.

"A coisa mais dolorosa é que ninguém tentou salvar minha esposa. Havia dezenas de policiais e pessoas perto, mas eles assistiram a cena."

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